terça-feira, 2 de setembro de 2014

Resumo do Livro X de Sigmund Freud - Duas Histórias Clínicas (o "Pequeno Hans" e o "Homem dos Ratos") (1909)


Resumo do Livro X – Duas Histórias Clínicas (o “Pequeno Hans” e o “Homem dos Ratos” (1909)
Análise de uma fobia em um menino de cinco anos
_ o tratamento foi efetuado pelo pai da criança, sendo a ele que devo meus agradecimentos mais sinceros por me permitir publicar suas observações acerca do caso – p. 15;
_ é na sexualidade infantil do paciente adulto que se encontram as forças motivadoras de todos os sintomas neuróticos – p. 15;
_ deve existir a possibilidade de se observar em crianças os impulsos e desejos sexuais que tão laboriosamente desenterramos nos adultos – p. 16;
_ os primeiros relatos a respeito de Hans datam de um período em que ele estava para completar três anos de idade e demonstrava interesse particularmente vivo por aquela parte de seu corpo que ele costumava chamar de seu ‘pipi’ – p. 16;
_ seu interesse pelos pipis o impelia a tocar em seu membro – p. 17;
_ considerações a respeito da aquisição do complexo de castração (o bebê, toda vez que o seio materno é afastado dele, sente esta privação como uma castração) – p. 17
_ a ânsia por conhecimento parece ser inseparável da curiosidade sexual – p. 18;
_ o grande evento de Hans foi o nascimento de sua irmãzinha Hanna, quando ele tinha exatamente três anos e meio – p. 19;
_ por trás de um equívoco está oculto um fragmento de autêntico conhecimento – p. 21;
_ primeiro traço de homossexualidade de Hans, o pequeno Hans parece ser um modelo positivo de todos os vícios – p. 23;
_ comportamento de Hans como um adulto apaixonado – p. 25;
_ sonho de Hans – p. 27;
_ no passado Hans sentia prazer em ser observado pelas meninas, mas agora já não é mais a mesma coisa, seu exibicionismo sucumbiu à repressão – p. 28;
_ primeira vez em que Hans reconheceu a diferença entre os genitais masculinos e femininos, em vez de negar a sua existência – p. 28;
Caso clínico e análise
_ superexcitação sexual de Hans em razão da ternura de sua mãe, o que ocasionou um distúrbio nervoso – p. 29;
_ não é nosso dever compreender um caso logo à primeira vista, isso só é possível num estádio posterior, quando tivermos recebido bastantes impressões sobre ele – p. 29;
_ começo da ansiedade de Hans e início da sua fobia. O distúrbio teve início com pensamentos ao mesmo tempo apreensivos e ternos, seguindo-se então um sonho de ansiedade cujo conteúdo era a perda de sua mãe. Foi o aumento da afeição por sua mãe que subitamente se transformou em ansiedade, a qual, diga-se de passagem, sucumbiu à repressão. A ansiedade de Hans, que assim correspondia a uma ânsia erótica reprimida, como toda ansiedade infantil, não tinha um objeto com que dar saída: ainda era ansiedade, e não medo – p. 31;
_ sua ansiedade correspondia a um forte anseio reprimido e o conteúdo reprimido era os sentimentos libidinais de Hans por sua mãe – p. 32;
_ uma neurose jamais expressa tolices, nem mesmo um sonho o faria menos – p. 33;
_ ele estava lutando para livrar-se do hábito da masturbação – um estado de coisas que melhor se ajusta à repressão e à geração de ansiedade – p. 33;
_ considerações sobre o medo de cavalos de Hans – p. 34;
_ uma vez que o estado de ansiedade se estabelece, a ansiedade absorve todos os outros sentimentos; com o progresso da repressão, e com a passagem ao inconsciente de boa parte das outras ideias que são carregadas de afeto e que foram conscientes, todos os afetos podem ser transformados em ansiedade – p. 39;
_ produção de efeito adiado da ameaça de castração – p. 39;
_ fantasia da girafa – p. 41/43;
_ conflito da Hans entre o amor e a hostilidade para com seu pai – p. 46;
_ transformação de um desejo reprimido em medo – p. 47;
_ causas mediata e imediata de erupção de uma fobia – p. 53;
_ conflito entre o prazer anterior à repressão e a vergonha posterior à repressão – p. 57;
_ considerações relativas ao lumf – p. 63/66;
_ desejo do menino em importunar o cavalo tinha dois constituintes: era composto por um desejo sádico obscuro por sua mãe e de um claro impulso de vingança contra seu pai – p. 79;
_ no processo de formação de uma fobia pelos pensamentos inconscientes que a fundamentam, tem lugar a condensação; e por essa razão o curso da análise nunca pode seguir o do desenvolvimento da neurose – p. 79;
_ ansiedade provocada pelo complexo de castração – p. 94;
Discussão
_ o arbitrário não tem existência na vida mental. A não-confiabilidade das afirmações das crianças é devida à predominância da sua imaginação, exatamente como a não-confiabilidade das pessoas crescidas é devida à predominância de seus preconceitos. Quanto ao resto, mesmo as crianças não mentem sem um motivo, e no todo são mais inclinadas para um amor de verdade do que os mais velhos – p. 96;
_ a psicanálise não é uma investigação científica imparcial, mas uma medida terapêutica. Sua essência não é provar nada, mas simplesmente alterar alguma coisa. Em uma psicanálise o médico sempre dá a seu paciente (às vezes em maior, às vezes em menor escala) as ideias conscientes antecipadas, com a ajuda das quais ele se coloca em posição de reconhecer e de compreender o material inconsciente. Há alguns pacientes que necessitam mais de tal assistência e alguns que necessitam menos, mas não há nenhum que passe sem alguma assistência – p. 97;
_ como todas as crianças, Hans aplicava suas teorias sexuais infantis ao material a sua frente, sem ter recebido qualquer encorajamento para agir assim – p. 98;
_ não vou conseguir convencer ninguém que não se deixe ser convencido – p. 98;
_ o primeiro traço no pequeno Hans que pode ser encarado como parte da sua vida sexual é um interesse particularmente vivo por seu pipi. Esse interesse despertou nele o espírito de inquérito – p. 98/99;
_ o ego é sempre o padrão pelo qual a pessoa mede o mundo externo – p. 99;
_ considerações sobre o prazer excretório – p. 100;
_ naquele que mais tarde se tornam homossexuais encontramos a mesma predominância na influência da zona genital (e especialmente do pênis) que nas pessoas normais. Na realidade é a alta estima sentida pelo homossexual pelo órgão masculino que decide o seu destino. Na sua infância, ele escolhe mulheres como o seu objeto sexual, enquanto presume que elas possuem o que, a seus olhos, é uma parte indispensável do corpo; quando ele se convence que as mulheres o decepcionaram nesse particular, elas deixam de ser aceitáveis para ele como objeto sexual. O que constitui o homossexual é uma peculiaridade não na sua vida instintual, mas na sua escolha de um objeto – p. 101;
_ considerações sobre as fobias – p. 106;
_ as histerias de angústia são os distúrbios psiconeuróticos mais comuns. Mas, antes de tudo, são as que aparecem mais cedo na vida; são as neuroses da infância por excelência – p. 106;
_ uma histeria de angústia tende a desenvolver-se mais e mais para uma fobia – p. 107;
_ o combate contra a ansiedade faz o indivíduo erigir barreiras mentais da natureza de precauções, inibições ou proibições; e são essas estruturas protetoras que aparecem para nós sob a forma de fobias e que constituem a nossos olhos a essência da doença – p. 107;
_ a primeira coisa que aprendemos é que a eclosão do estado de ansiedade não foi, de modo algum, tão repentina como parecia à primeira vista – p.108;
_ o sucesso terapêutico, entretanto, não é o nosso objetivo primordial; nós nos empenhamos mais em capacitar o paciente a obter uma compreensão consciente dos seus desejos inconscientes – p. 110;
_ estão esperando demais quando pensam que vão curar o paciente informando-o sobre essa parcela do conhecimento; pois ele nada mais pode fazer com a informação, a não ser fazer uso dela para ajudar a si mesmo a descobrir o complexo inconsciente – onde ele está ancorado no seu inconsciente. Um primeiro sucesso desse tipo foi obtido com Hans. Tendo parcialmente dominado o seu complexo de castração, ele era então capaz de comunicar seus desejos em relação a sua mãe – p. 110/111;
_ ao esclarecer Hans sobre esses assuntos liquidei suas resistências – p. 112;
_ não é nada raro acontecer que, só depois de fazer uma certa quantidade de trabalho psicanalítico com um paciente, um analista possa conseguir saber o conteúdo real de uma fobia – p. 113;
_ não devemos surpreender-nos ao encontrar os mesmos desejos reaparecendo constantemente no curso da análise – p. 117;
_ enquanto a análise de um caso está em andamento é impossível obter qualquer impressão clara da estrutura e do desenvolvimento da neurose – p. 119;
_ o pai que ele odiava como um rival era o mesmo pai que ele sempre tinha amado – p. 120;
_ transformação do anseio libidinal de Hans em ansiedade – p. 122;
_ o conteúdo da fobia de Hans teve que ser submetido a um processo posterior de distorção e substituição – p. 123;
_ essas supressões primitivas podem ter ocorrido, talvez, para formar a predisposição para sua doença subsequente. Essas propensões agressivas de Hans não encontraram saída, e logo que chegou um tempo de privação e de excitação sexual intensificada, elas tentaram romper sua saída com força redobrada. Foi então que a batalha que chamamos de sua fobia rebentou – p. 124;
_ a essência da doença de Hans era inteiramente dependente da natureza dos componentes instintuais que tiveram que ser repelidos – p. 124;
_ pareceria que tudo o que os instintos reprimidos obtiveram da neurose foi a honra de fornecer pretextos para o aparecimento da ansiedade na consciência – p. 124;
_ a ansiedade surge da supressão do instinto agressivo (Alfred Adler) – p. 125;
_ a precocidade sexual é um correlato, raramente ausente, da precocidade intelectual – p. 127;
_ a análise não desfaz os efeitos da repressão. Os instintos que foram suprimidos anteriormente permanecem suprimidos, mas o mesmo efeito é produzido de uma maneira diferente. A análise substitui o processo de repressão, que é um processo automático e excessivo, por um controle moderado e resoluto da parte das mais altas instâncias da mente. Numa palavra, a analise substitui a repressão pela condensação – p. 129;
_ a educação de uma criança exerce uma influência poderosa para o bem e para o mal – p. 130;
Nota sobre um caso de neurose obsessiva (1909)
_ primeiro fornecerei alguns extratos fragmentários oriundos da história de um caso de neurose obsessiva. É um caso relativamente sério, no qual o tratamento durou cerca de um ano, acarretou o restabelecimento completo da personalidade do paciente, bem como a extinção de suas inibições – p. 139;
_ uma neurose obsessiva não é algo fácil de compreender – é muito menos fácil do que um caso de histeria – p. 140;
_ as pessoas que sofrem de um sério grau de neurose obsessiva se apresentam com muito menos frequência a um tratamento analítico do que os pacientes histéricos – p. 140;
_ ele sempre havia sofrido de obsessões, desde a infância, mas com intensidade especial nos últimos quatro anos. Os aspectos principais do seu distúrbio eram: medo de que algo pudesse acontecer a duas pessoas de quem ele gostava muito, seu pai e uma dama a quem ele admirava. Além disso, ele estava consciente de impulsos compulsivos, tais como, por exemplo, o impulso de cortar a garganta com uma lâmina: posteriormente, criou proibições, às vezes com conexões com coisas um tanto sem importância – p. 143;
_ considerações sobre o início do tratamento e a sexualidade do paciente – p. 144/145;
_ o paciente relata um fato que teria sido o começo de sua doença – p. 146;
_ esse desejo corresponde à última ideia obsessiva ou compulsiva; e se a qualidade da compulsão ainda não estava presente no desejo, era porque o ego ainda não se havia posto em oposição a ele – p. 147;
_ considerações sobre um aspecto invariável de toda manifestação de neurose – p. 147;
_ ‘Se tenho esse desejo de ver uma mulher despida, meu pai deverá necessariamente morrer’. O afeto aflitivo estava distintamente colorido com uma matiz de estranheza e superstição, e já estava começando a gerar impulsos para fazer algo a fim de evitar o mal iminente. Esses impulsos deveriam, subsequentemente, desenvolver-se em medidas de proteção que o paciente adotava – p. 147;
_ resumo da formação da neurose – p. 147;
_ as neuroses obsessivas, mais do que as histerias, tornam óbvio que os fatores que formarão uma psiconeurose podem ser encontrados na vida sexual infantil do paciente e não em sua vida atual – p. 148/149;
O grande medo obsessivo
_ a superação das resistências era uma lei do tratamento, e de forma alguma poder-se-ia dispensá-la – p. 149;
_ simultaneamente à ideia, sempre aparecia uma sanção, isto é, a medida defensiva que ele estava obrigado a adotar, a fim de evitar que a fantasia fosse realizada – p. 150;
_ tudo quanto me pediu foi de fato muito razoável, ser libertado de suas obsessões – p. 155;
Iniciação da natureza do tratamento
_ a verdadeira técnica da psicanálise requer que o médico suprima sua curiosidade, e deixe ao paciente liberdade total para escolher a ordem na qual os tópicos sucederão um ao outro durante o tratamento – p. 155;
_ comentários sobre a morte do pai do paciente e sua autocensura – p. 155;
_ relação entre a intensidade da autocensura e a oportunidade para ela manifestar-se – p. 156;
_ não estamos acostumados a sentir fortes afetos, sem que eles tenham algum conteúdo ideativo; e portanto, se falta o conteúdo, apoderamo-nos, como um substituto, de algum outro conteúdo que seja, de uma forma ou de outra, apropriado, com a mesma intensidade que a nossa polícia, não podendo agarrar o assassino certo, prende em seu lugar uma pessoa errada – p. 157;
_ toda coisa consciente estava sujeita a um processo de desgaste, ao passo que aquilo que era inconsciente era relativamente imutável – p. 157;
_ os derivados desse inconsciente reprimido eram os responsáveis pelos pensamentos involuntários que constituíam a sua doença – p. 158;
_ todo medo correspondia a um desejo primeiro, agora reprimido, por conseguinte, éramos obrigados a acreditar no exato contrário daquilo que ele afirmara – p. 160;
_ um amor assim intenso era a precondição necessária do ódio reprimido – p. 160;
_ o ódio precisa ter uma fonte e descobrir esta fonte era certamente um problema – p. 161;
_ jamais constitui objeto de discussões como esta criar convicção. Elas apenas pretendem trazer à consciência os complexos reprimidos, pôr em movimento o conflito no campo da atividade mental consciente e facilitar a emergência do material novo a partir do inconsciente – p. 161;
_ a fonte da qual sua hostilidade pelo pai tirava a sua indestrutibilidade era, evidentemente, algo da natureza de desejos sensuais – p. 162;
_ observei que sabíamos muito bem que os pacientes derivavam alguma satisfação dos seus sofrimentos, de modo que, na realidade, todos eles resistiam, em alguma extensão, a sua própria recuperação – p. 163;
_ o senhor deriva o prazer de suas próprias autocensuras como um meio de autopunição – p. 163;
_ encarava seu sentimento pela morte do pai como a fonte principal da intensidade da sua doença – p. 164/165;
Algumas ideias obsessivas e sua explicação
_ a solução para o esclarecimento das ideias compulsivas se dá ao se levar as ideias compulsivas a uma relação temporal com as experiências do paciente e esclarecimentos sobre impulsos suicidas e obsessão de proteger e por compreensão – p. 165/166/167/168;
_ atos compulsivos como este, em dois estádios sucessivos, quando o segundo neutraliza o primeiro, constituem uma típica ocorrência nas neuroses obsessivas – p. 169;
_ conflito entre o amor e ódio – p. 170;
Causa precipitadora da doença
_ na histeria, via de regra, as causas precipitadoras da doença cedem lugar à amnésia. O caso é diferente nas neuroses obsessivas, quando as precondições infantis da neurose podem ser colhidas pela amnésia, embora esta, muitas vezes seja parcial; mas, pelo contrário, os motivos imediatos da doença são retidos na memória. A repressão utiliza-se de outro mecanismo, que, na realidade, é mais simples. O trauma, em lugar de ser esquecido, é destituído de sua catexia afetiva, de modo que, na consciência, nada mais resta senão o seu conteúdo ideativo, o qual é inteiramente desinteressante e considerado sem importância – p. 172;
_ relação entre as neuroses e a vida sexual – p. 173;
Complexo paterno e solução da ideia do rato
_ partindo da causa precipitadora da doença do paciente em sua idade adulta, existe um fio que conduz à sua infância – p. 175;
_ o conflito nas raízes de sua doença era, em essência, uma luta entre a persistente influência dos desejos de seu pai e suas próprias inclinações amorosas, essa luta era realmente uma luta antiga – p. 176;
_ a masturbação na puberdade, na realidade, nada mais é do que um revivescimento da masturbação na tenra infância, um assunto que tem sido até hoje invariavelmente desprezado – p. 177;
_ quando criança de menos de seis anos fora duramente culpado por alguma má conduta relativa à masturbação. Essa punição pusera um fim à masturbação; contudo, por outro lado, deixara atrás de si um rancor inextinguível pelo seu pai e o fixara para sempre no papel perturbador do gozo sexual do paciente – p. 179;
_ considerações sobre o processo nuclear das neuroses – p. 181;
_ seu inconsciente estava repleto de críticas hostis a seu pai – p. 183;
_ considerações sobre a significação do rato como pênis e como crianças – p. 186/187/188;
_ considerações sobre condições gerais sob as quais ocorreu a formação da grande ideia obsessiva do paciente – p. 190;
_ quando achamos a solução descrita acima, o delírio que o paciente sofria sobre os ratos desapareceu – p. 191;
Considerações Teóricas
Algumas características gerais das estruturas obsessivas
_ no ano de 1896, defini as ideias obsessivas como autocensuras transformadas que reemergiram da repressão e que invariavelmente se referem a algum ato sexual praticado com prazer na infância – p. 193;
_ os pensamentos obsessivos sofrem uma deformação semelhante àquela pela qual os pensamentos oníricos passam antes de se tornarem o conteúdo manifesto de um sonho – p. 196;
Algumas peculiaridades psicológicas dos neuróticos obsessivos: sua atitude perante a realidade, a superstição e a morte
_ a superstição do paciente dependia de seu modo de pensar obsessivo – p. 199;
_ a repressão não se efetua por meio da amnésia, mas sim mediante a ruptura de conexões causais devidas a uma retirada de afeto – p. 201;
_ uma outra necessidade mental, também compartilhada pelos neuróticos obsessivos é a necessidade de incerteza em suas vidas, ou de dúvida. A criação da incerteza é um dos métodos utilizados pela neurose a fim de atrair o paciente para fora da realidade e isolá-lo do mundo – o que é uma das tendências de qualquer distúrbio psiconeurótico – p. 201;
_ a predileção dos neuróticos obsessivos pela incerteza e pela dúvida leva-os a orientar seus pensamentos de preferência para aqueles temas perante os quais toda a humanidade está incerta e nossos conhecimentos e julgamentos necessariamente expostos à dúvida. Os principais temas dessa natureza são paternidade, duração da vida, vida após a morte e memória – na qual todos nós costumamos acreditar, sem possuirmos a menor garantia de sua fidedignidade – p. 202;
A vida instintual dos neuróticos obsessivos e as origens da compulsão e da dúvida
_ o paciente, em toda a sua vida, fora vítima de um conflito entre o amor e o ódio. Suas relações com o seu pai eram dominadas por uma idêntica divisão de sentimentos – p. 205;
_ a repressão de seu ódio infantil contra o pai foi o evento que colocou todo o seu modo de vida subsequente sob o domínio da neurose – p. 206;
_ de quem você gosta mais, do papai ou da mamãe? – p. 206;
_ a relação entre o amor e o ódio conta-se como a característica mais frequente, mais marcante e, provavelmente a mais importante da neurose obsessiva – p. 207;
_ o ódio, sobretudo, conservando-se suprimido no inconsciente por ação do amor, desempenha um grande papel na patogênese da histeria e da paranoia – p. 207;
_ considerações sobre a dominação da compulsão e da dúvida – p. 208;
_ se se sucede que uma ordem compulsiva não pode ser obedecida, a tensão fica intolerável e é percebida pelo paciente sob a forma de uma ansiedade extrema – p. 211;
_ as histórias de pacientes obsessivos revelam quase que invariavelmente um precoce desenvolvimento e uma repressão prematura do instinto sexual de olhar e conhecer – p. 211;
_ um pensamento obsessivo ou compulsivo é aquele cuja função está em representar um ato regressivamente – p. 212;
_ considerações sobre a relação do instinto sexual e a função do órgão olfativo – p. 214;
_ desintegração da personalidade do paciente em 3 personalidades – p. 214;

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