Este blog destina-se àqueles que tem interesse em questões ligadas à espiritualidade, à evolução integral e estão sempre em busca do conhecimento.
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sábado, 20 de junho de 2020
segunda-feira, 3 de junho de 2019
Inconsciência, a raiz de todos os males
Em um sentido mais amplo, Ignorância nada mais é que INCONSCIÊNCIA, que é a raiz de todos os males.
É a inconsciência egóica que leva o indivíduo, mesmo sabendo (conscientemente) o que é melhor, escolher (inconscientemente) o pior, o mais vil, o mais corrupto, o mais desonesto, como forma de amenizar alguma dor sua interna enraizada (ou como diria Jung, reduzir a tensão dos complexos), gerada por eventos remotos (muitas vezes ancestrais), que leva a criança carente interior a dominar e controlar os atos e emoções do adulto.
Em verdade, o caos interno do indivíduo inconsciente quer, a todo custo, se manifestar no mundo exterior da realidade fática, fazendo-o escolher (processo de identificação) o que no mundo externo mais se assemelha a sua mazela interna, como forma (inconsciente) de alertar o indivíduo para a importância da conscientização, do autoconhecimento.
Caso a pessoa relegue essas questões a segundo plano, a encarnação do indivíduo inconsciente estará inevitavelmente comprometida.
Estar desperto e aproveitar a encarnação para realizar o seu Darma, não para gerar mais Karma, pode ser a única missão que nos foi dada.
É a inconsciência egóica que leva o indivíduo, mesmo sabendo (conscientemente) o que é melhor, escolher (inconscientemente) o pior, o mais vil, o mais corrupto, o mais desonesto, como forma de amenizar alguma dor sua interna enraizada (ou como diria Jung, reduzir a tensão dos complexos), gerada por eventos remotos (muitas vezes ancestrais), que leva a criança carente interior a dominar e controlar os atos e emoções do adulto.
Em verdade, o caos interno do indivíduo inconsciente quer, a todo custo, se manifestar no mundo exterior da realidade fática, fazendo-o escolher (processo de identificação) o que no mundo externo mais se assemelha a sua mazela interna, como forma (inconsciente) de alertar o indivíduo para a importância da conscientização, do autoconhecimento.
Caso a pessoa relegue essas questões a segundo plano, a encarnação do indivíduo inconsciente estará inevitavelmente comprometida.
Estar desperto e aproveitar a encarnação para realizar o seu Darma, não para gerar mais Karma, pode ser a única missão que nos foi dada.
José Anastácio de Sousa Aguiar
Psicanalista, hipnoterapeuta e terapeuta de vidas passadas
Psicanalista, hipnoterapeuta e terapeuta de vidas passadas
Marcadores:
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domingo, 2 de julho de 2017
Caso Clínico em Psicanálise XIV – A formação de um Complexo; ou O Amor e Perdão como ressignificantes universais
Era a primeira vez que atendia Katia,
uma jovem de cerca de 30 anos que adentrou à sala com os ombros arqueados e sem
brilho nos olhos. Ela me procurara com uma demanda de severa ansiedade.
Contou-me que seu estado de agitação constante a vinha incomodando desde quando
era criança, entretanto nos últimos anos, em especial, no período da faculdade,
estava se tornando insuportável, a ponto de influenciar negativamente na tomada
de decisões simples, como escolher uma roupa.
Realizando a anamnese, foi possível
identificar que na verdade, a ansiedade era apenas uma das questões que a afligiam,
ela também tinha um elevado grau de insegurança, bem como uma baixa autoestima.
Contou-me que sua mãe sempre foi muito exigente com ela e sempre comparava de
forma pejorativa a sua personalidade introvertida com a personalidade
extrovertida da sua irmã mais velha.
Pois bem, durante a análise, por meio do
método freudiano da Associação Livre, Kátia não conseguiu lembrar-se de nenhum
evento que pudesse ser o catalisador das questões que hoje a incomodavam. Todas
as vezes que lembrava algo de um passado remoto, suas palavras eram interrompidas
por abundantes lágrimas.
A retomada do equilíbrio emocional era a
pedra angular daquele caso. Utilizando de algumas técnicas de relaxamento,
Katia retomou o controle de suas emoções e pedi para ela que olhasse fixamente
para a porta que estava a sua frente e deixasse a sua mente livre para fluir
seus pensamentos. Perguntei o que ela gostaria de fazer e ela me respondeu que
gostaria de abrir a porta. Pedi que desse seguimento a seu desejo, só que desta
vez de olhos fechados. Ela me contou que ao abrir a porta, viu um quarto escuro
com a sensação de que as pessoas estavam olhando para ela. Sentia-se acuada,
insegura e com medo.
Utilizando as técnicas de hipnose,
facilitei a regressão de Katia ao momento da gênese do seu trauma. Ela
visualizou uma cena que já havia se apagado do seu consciente há muito tempo:
ela tinha cerca de 5 anos quando a sua mãe se irritou quando ela derrubou um
copo de leite sobre o tapete e comparou-a de forma ríspida e humilhante com a
irmã. Aquele evento ficou congelado em sua memória, gerando um Complexo, que
constantemente era constelado com os eventos da vida diária que se referissem
ao tema.
Após a utilização das técnicas terapêuticas
apropriadas para o caso dela, pedi, para finalizar, que ela visualizasse a mãe
dela aproximando-se e pedindo que a abraçasse, ao mesmo tempo que ambas pediam
perdão uma para outra. Por longos minutos, Katia permaneceu abraçada a sua mãe,
enquanto as lágrimas escorriam, mas já não mais de insegurança e medo, e sim fruto
da convicção daqueles que sabem que são amados.
Tivemos uma longa conversa sobre os
mecanismos inconscientes que influenciam a mente consciente e a tornam, quando
não verdadeiramente compreendidos, vulneráveis aos Complexos que povoam o
Inconsciente. Expliquei, em especial, que os Complexos, conteúdos autônomos do
Inconsciente Pessoal formado por lesões ou traumas psíquicos, tem em seu núcleo
a imagem do evento traumático e orbitando a imagem encontram-se as emoções
negativas geradas pelas lesões. A função da terapia é descongelar a imagem
nuclear por meio da ressignificação das emoções e o meio mais eficaz da técnica
terapêutica é a verdadeira realização do Amor e Perdão.
Renovada, Katia, agora, tinha uma melhor
compreensão de suas pulsões instintuais e podia dar novo começo a sua vida emocional
e aos seus relacionamentos. Despediu-se com um ar de esperança e um renovado
brilho no olhar.
José Anastácio de Sousa Aguiar
Psicanalista, hipnoterapeuta e terapeuta
de vidas passadas
*nomes, sexos e alguns detalhes foram
alterados para proteger a identidade dos pacientes.
sexta-feira, 16 de junho de 2017
quarta-feira, 24 de maio de 2017
quarta-feira, 10 de maio de 2017
Causo de Barbearia ou Complexos, Constelações, Arquétipos, Máscaras e Si-mesmo
Tenho, em minhas aulas nos
diversos cursos e palestras, em especial aqueles que tratam da temática
junguiana, procurado oferecer exemplos práticos da vida diária que possam
esclarecer melhor as questões teóricas postas em sala de aula. Pois bem, passo
a relatar, a seguir, um evento que presenciei recentemente que exemplifica bem
várias temáticas relacionadas à Psicologia Analítica e aqui disponho, em
especial, para meus alunos do curso de formação em psicanálise.
Era para ser apenas mais uma
simples ida à barbearia para realizar um rápido corte de cabelo. Em geral,
entro mudo e saio calado...
Ao adentrar ao recinto,
verifiquei que havia quatro pessoas (três homens e uma mulher) esperando e no
local existiam três barbeiros com suas cadeiras ocupadas. Dirigi-me ao gerente
e perguntei quantas pessoas havia na fila de espera, ao qual ele me respondeu:
Três.
Imaginei que provavelmente a
única mulher estaria esperando alguém que estava cortando o cabelo, tendo em
vista que pela leitura corporal do grupo – a pessoa mais próxima à mulher
estava praticamente sentada de costas para ela (o leitor entenderá o porquê
daqui a algumas linhas...) – aquela seria a opção mais razoável.
Dessa forma, acomodei-me e
aguardei. À medida que os que cortavam o cabelo terminavam, foram substituídos
pelos os que aguardavam, inclusive eu.
Após umas poucas breves palavras
de orientação do corte para o barbeiro, preparei-me para mapear algum portal de
acesso à outra dimensão, numa espécie de transe hipnótico – adoro essas
oportunidades para treinar não pensar em nada... Entretanto, isso não seria
possível naquela tarde.
Uma música de Edith Piaf (isso
mesmo, Edith Piaf!), tocava ao fundo, o que me ajudaria na imersão em mim mesmo
naquele, até então, plácido recinto. Entretanto, poucos segundos depois, o
ambiente até então quase em silêncio foi sacudido por uma voz alta de mulher
que asseverava: “Que coisa horrível, que corte horroroso esse que você está
fazendo no meu marido.”
O portal que eu buscava
imediatamente se fechou com aquele quase grito e eu não o encontraria mais
naquela tarde... Antes mesmo de eu aterrissar os pensamentos, a mulher já se
encontrava em pé próximo à cadeira de seu marido, reclamando veementemente do
corte. O encabulado barbeiro tentou argumentar: “Foi ele quem pediu a máquina
número 2”. Ao tempo que a mulher respondeu: “Nem sempre o cliente sabe o que
está pedindo.” Isso foi demais para o marido: “Foi isso mesmo o que eu pedi.”
Ao que ela retrucou: “Será possível, filho, que até isso eu tenho que resolver
por você?”
As reclamações da mulher
aumentavam, ao ponto de ela perguntar onde estava o gerente. Por seu turno, o
gerente que estava calado e tudo acompanhava de uma mesa próxima continuou
calado. (Acho que ele havia acessado o portal interdimensional que eu queria
ter acessado quando cheguei).
Sem esperar respostas sobre onde
estava o gerente, ela continuou a exaltar-se até que o marido não aguentou mais
(e creio que atingiu o máximo da sua revolta) e falou, quase gaguejando, que
ela tinha extrapolado. Ao qual, ela retrucou de forma impávida perguntando se
ele queria que ela ficasse calada e que era melhor que ele se calasse!
Enquanto a discussão rolava, o
barbeiro que cortava meu cabelo vez por outra aproximava-se de mim e falava
baixinho: “Essa mulher é complicada, toda vez que vem aqui arma um barraco.”
Longos minutos se passaram até o
fim do corte do já calado e submisso marido, que, de pronto, se apressou em
pagar e ir embora, acompanhado por sua mulher. Antes que o casal saísse, o
barbeiro que cortava meu cabelo disse para a mulher: “Peço desculpas pelo
ocorrido, não deixe de vir aqui.” (Quando o casal saiu, retomou a sua rotina e
me falou baixinho: “Pense numa mulher intragável.”)
Ao se fechar a porta de saída, arrastados
segundos de profundo silêncio foram interrompidos pela voz possante do barbeiro
da cadeira do meio, um senhor alto, gordo e bigodudo: “Se fosse minha mulher,
eu teria feito uma besteira.” Complementou ainda: “E esse negócio de chamar
gerente, aqui não vale de nada, pois o gerente daqui nem moral tem, já que nem
cabelo sabe cortar.” (Naquele instante, olhei para o gerente e confirmei a minha
teoria de que ele tão cedo não retornaria a esta dimensão). Ao que o aflito e nervoso
outro barbeiro repetia, se justificando: “Foi ele quem pediu a máquina número
2.”
Um jovem que havia chegado no
meio da confusão afirmou num tom quase reflexivo: “Será possível que o cidadão
não pode nem cortar o cabelo como quer?”
Eu, de minha parte, cumpri a
minha rotina de entrar mudo e sair calado e sou grato a todos que participaram
dessa comédia da vida privada por ter me permitido identificar tão bem vários
institutos de Jung, quais sejam: Complexos, Constelação dos Complexos,
Arquétipo Materno, Identificação, Anima, Animus, Máscaras, Sombras, Símbolos,
Si-mesmo e tantos outros e convido a todos, em especial meus alunos da
psicanálise, para tentar identificar nos personagens citados as teorias
correspondentes e seus respectivos animais de poder.
Fica para mim como grande
ensinamento que análise não é para quem tem neurose, neurose todos nós temos, análise
é para quem quer se curar das suas neuroses.
Namastê,
José Anastácio de Sousa Aguiar (psicanalista, hipnoterapeuta e terapeuta de vidas passadas)
José Anastácio de Sousa Aguiar (psicanalista, hipnoterapeuta e terapeuta de vidas passadas)
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domingo, 26 de fevereiro de 2017
Dica de Vídeo - A Garota Dinamarquesa
Caro(a)s amigo(a)s, complementando a postagem anterior, na qual indico
livros para o período do reinado de Momo, sugiro tb o filme “A Garota
Dinamarquesa”, que retrata a história de Einar Wegener, que nasceu
homem, mas sentia-se mulher.
A película trata com bastante singularidade questões da seara psicanalítica freudiana, tais como: libido, barreira do recalcamento, pulsões de vida e morte, princípios do prazer x realidade, Complexo de Édipo, elaborações oníricas, antagonismo Consciente x Inconsciente, dentre outras.
Vários elementos da Psicologia Analítica de Carl G. Jung tb são abordados com bastante competência, quais sejam: complexos, máscaras e sombra, anima e animus, processo de individuação, etc.
O filme não só retrata bem essas abordagens psíquicas, como tb nos faz lembrar da importância do respeito e atenção que temos que ter para cada um que cruza nosso caminho. Ninguém conhece a luta e a dor do outro, e uma palavra de gentileza e carinho nossa pode ser tudo o que alguém precisa para enfrentar os seus medos.
Aproveito para solicitar ao Dr. França da Silva, coordenador do curso, que peça aos alunos da turma de Formação em Psicanálise do Instituto I.A.I.S., com a qual teremos, no próximo dia 11 de março de 2017, o módulo "Vida e Obra de Freud", para assistir o filme antes da aula, para que possamos destacar com mais propriedade elementos do filme ao estudar as questões freudianas.
Namastê,
José Anastácio de Sousa Aguiar
A película trata com bastante singularidade questões da seara psicanalítica freudiana, tais como: libido, barreira do recalcamento, pulsões de vida e morte, princípios do prazer x realidade, Complexo de Édipo, elaborações oníricas, antagonismo Consciente x Inconsciente, dentre outras.
Vários elementos da Psicologia Analítica de Carl G. Jung tb são abordados com bastante competência, quais sejam: complexos, máscaras e sombra, anima e animus, processo de individuação, etc.
O filme não só retrata bem essas abordagens psíquicas, como tb nos faz lembrar da importância do respeito e atenção que temos que ter para cada um que cruza nosso caminho. Ninguém conhece a luta e a dor do outro, e uma palavra de gentileza e carinho nossa pode ser tudo o que alguém precisa para enfrentar os seus medos.
Aproveito para solicitar ao Dr. França da Silva, coordenador do curso, que peça aos alunos da turma de Formação em Psicanálise do Instituto I.A.I.S., com a qual teremos, no próximo dia 11 de março de 2017, o módulo "Vida e Obra de Freud", para assistir o filme antes da aula, para que possamos destacar com mais propriedade elementos do filme ao estudar as questões freudianas.
Namastê,
José Anastácio de Sousa Aguiar
quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
quarta-feira, 22 de abril de 2015
sexta-feira, 17 de abril de 2015
domingo, 12 de abril de 2015
segunda-feira, 6 de abril de 2015
quarta-feira, 1 de abril de 2015
sábado, 28 de março de 2015
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
domingo, 9 de novembro de 2014
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Crônica - O Complexo de Wilson ou Como acabar com uma relação aos poucos - José Anastácio de Sousa Aguiar
Há
algum tempo, o ator americano Tom Hanks foi o protagonista de um filme chamado
aqui no Brasil de “O Náufrago”. Após a queda, em alto mar, do avião no qual ele
estava, Chuck Noland (Tom Hanks) fica em uma ilha deserta na companhia de
alguns objetos que estavam sendo transportados como carga pela aeronave. Dentre os objetos, encontrava-se uma bola de voleibol, que
Chuck passou a tratar como amigo e a nomeou de Wilson (a marca da bola).
Pois
bem, depois de algum tempo adaptando-se à ilha e de prolongado convívio com o
Wilson, no qual ocorreram momentos de boa convivência, mas também de atritos e
xingamentos, Chuck passou a pensar em uma maneira de tentar sair daquele
isolamento. Montou um simples barco com o material disponível e posicionou o
fiel amigo na proa da nau.
A
aventura do mar apresentou-se perigosa. Para pescar, Chuck amarrava uma corda
no barco e a segurava com firmeza, enquanto estava na água a procura de algum
peixe. Durante sua ausência ao barco, a referida corda, firmemente empunhada,
era a ligação entre ele e sua nau.
Certo
dia, cansado e faminto, o náufrago adormece. Em razão do mar agitado, Wilson
cai ao mar e Chuck só o vê quando está a uma distância maior do que a extensão
da corda. Mesmo assim, empunhando a corda, ele salta para resgatar o amigo, mas
vê aos poucos Wilson afastando-se, levado pelas ondas. Chuck chega ao limite do
tamanho da corda, se ele soltá-la poderia ter chance de alcançar Wilson, mas
arriscaria perder-se do barco. Ele retorna ao barco e o amigo vai se afastando,
pois não há nenhum laço que os uma.
Se
não cultivarmos laços com aqueles que a Divindade nos apresenta para conviver,
certamente as ondas da vida diária nos afastarão pouco a pouco e quando nos
dermos conta, eles estarão além de qualquer laço.
José
Anastácio de Sousa Aguiar
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