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terça-feira, 16 de julho de 2019

A Jornada do Herói ou A Consciência, o Santo Graal da vida

A Jornada do Herói, ou como alguns preferem Monomito, é um conceito de caminhos cíclicos presente em mitos e nas histórias de vida de cada um de nós, mortais. O conceito, segundo consta, foi idealizado por Joseph Campbell em seu livro “O Herói de Mil Faces” e está intimamente relacionado com o conceito junguiano de Arquétipos.
Pois bem, a Jornada do Herói é fundamentalmente interior, um percurso rumo à profundidade de cada um onde obscuras resistências devem ser integralizadas e ressignificadas, para que possam renascer poderes há muito tempo esquecidos para serem disponibilizados para a transformação da vida do indivíduo.
A jornada, por essência, perigosa pelo enfrentamento das Sombras, entretanto, essencial, por estar em jogo a própria Individuação, meta final da caminhada, não visa a conquista, mas a reconquista; não visa a descoberta, mas a redescoberta de si mesmo.
O herói é um símbolo da imagem divina e redentora que está escondida dentro de cada um de nós, como o Self junguiano, que está aguardando ser reapropriado pelo espírito, outrora, decaído presente em cada um e trazido de volta à vida por meio da transcendência da Totalidade.
As tradições grega e romana trazem um pertinente exemplo da Jornada do Herói no mito de Caronte, o barqueiro de Hades, o rei do submundo (Inconsciente). Como um psicopompo (guia da Alma), Caronte carregava as almas dos mortos de uma margem do rio Estige para a outra, mas apenas se seus cadáveres recebessem as honras fúnebres (ou, em outra versão, se tivessem uma doação para pagar a viagem). Aqueles que não possuíam ofertas eram forçados a vagar eternamente e sem paz nas brumas do rio.
As honras fúnebres ou a doação para pagar a viagem nada mais são do que a representação da Consciência, que se exprime no Santo Graal da jornada nossa de cada dia.
José Anastácio de Sousa Aguiar
Psicanalista, hipnoterapeuta e terapeuta de vidas passadas

domingo, 23 de outubro de 2016

Desconfio... - José Anastácio de Sousa Aguiar



DESCONFIO...
Há algum tempo tenho desconfiado de umas coisas e gostaria de compartilhar com vocês por meio deste breve texto.
Como a maioria das pessoas, ensinaram-me a viver pelas coisas óbvias e racionais, mas desconfio que tem muito mais na vida. Desconfio que sempre é possível ser e sentir-se mais próximo da Divindade.
Esta desconfiança parece não ser só minha... Mesmo Freud, um racional por excelência, também desconfiava, quando no seu livro “O Mal-estar na Civilização”, ele falava do “Sentimento Oceânico” (ou “Sensação de Eternidade”). É bem verdade que ele assumiu nunca ter sentido, mas desconfiava que existia. Um bom número de grandes pensadores parece que não desconfia(va), eles já sabem(iam), dentre eles posso citar Buda, Eckhart Tolle, Wayne Dyer e Oberom, que existe algo que pode ser atingido para além dos prazeres mundanos das tarefas cotidianas. Como citado, Freud chamava essa sensação de “Sentimento Oceânico”, já Buda, denominava a “Iluminação”; Eckhart Tolle, “O Poder do Agora”; Wayne Dyer, o “Momento Quântico” e Oberom, a “Consciência Prânica”. Em verdade, como diria São João da Cruz, nenhum termo ou palavra humana seria suficientemente adequada para definir a experiência espiritual da Transcendência.
Desconfio também que o meio mais eficaz de atingir tal estado passa por uma série de pequenas realizações pessoais, como por exemplo não julgar, sentir-se parte do Todo, tratar a todos como gostaria de ser tratado, aperfeiçoar-se no perdão, aceitação, não-resistência e gratidão e abraçar mais...
Pois bem, continuo desconfiando que podemos e somos muito mais do que cremos ser. Se você já sentiu algo semelhante e quiser compartilhar conosco, deixe o seu comentário e seja bem-vindo(a). Gratidão, namastê.
José Anastácio de Sousa Aguiar

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Qual é a coisa mais importante da vida?

Oficina do Gif

"Qual é a coisa mais importante da vida? Se fazemos esta pergunta a uma pessoa de um país assolado pela fome, a resposta será: a comida. Se fazemos esta pergunta a quem está morrendo de frio, então a resposta será: o calor. E quando perguntamos a alguém que se sente sozinho e isolado, então certamente a resposta será: a companhia de outras pessoas.
Mas, uma vez satisfeitas todas essas necessidades, será que ainda resta alguma coisa de que todo mundo precise? Os filósofos acham que sim. Eles acham que o ser humano não vive apenas de pão. É claro que todo mundo precisa comer. E precisa também de amor e de cuidado. Mas ainda há uma coisa de que todos nós precisamos. Nós temos a necessidade de descobrir quem somos e por que vivemos."
O Mundo de Sofia

quinta-feira, 8 de maio de 2014

O verdadeiro alvo da existência humana - Viktor E. Frankl


"O verdadeiro alvo da existência humana é, por essência, a autotranscendência e não a auto-realização. Quanto mais a pessoa buscar a auto-realização diretamente, menos a encontrará. Somente na medida em que se dedicar ao cumprimento do sentido autotranscendente, ela realizará a si própria."
Viktor E. Frankl

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014