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sexta-feira, 10 de abril de 2020

Pai, perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem - Jesus Cristo


Poucas frases curtas podem ter tanta profundidade quanto a sentença proferida por Jesus na cruz.
Sua simbologia transcende épocas, representada pelo ápice da humildade em se solicitar o perdão aos ofensores, como também traz à tona o cerne de todos os problemas que afligem a humanidade, a relação Consciência/Inconsciência.
Guerras, fomes, pestes e tantas outras mazelas mais nunca foram o principal problema dos humanos, mas simples consequências da única e verdadeira enfermidade: a Inconsciência, que reside em se preferir fazer o pior, mesmo sabendo o que é melhor, tão bem destacada por Platão pelo aforismo: "A ignorância é o único mal."
Estaremos eternamente presos às amarras do processo encarnatório e brincando no playground do iter evolucionário do espírito enquanto não possamos reconhecer e interiorizar esses dois sutis, mas profundos axiomas: o perdão e a evolução da Consciência.
Anastácio Aguiar
Psicanalista, hipnoterapeuta e constelador familiar sistêmico

domingo, 31 de março de 2019

A autocura

"A única missão que temos ao estar neste planeta é a de realizar a autocura. Esse é o propósito que tanto se procura, e não qualquer outra coisa. E a própria vida se encarrega de trazer as experiências e os relacionamentos necessários para que tal cura seja estabelecida.

Em seu DNA está armazenada uma série de informações, potenciais e debilidades que o farão atrair as experiências necessárias para ficar diante daquilo que precisa ser transcendido e purificado.

Curar-se significa abandonar a ilusão do medo e aceitar o amor como guia interior. Só isso. É tão simples que o ego não aceita e cria uma série de subterfúgios mentais para distanciá-lo da sua verdadeira missão.

O problema que gera uma enorme distração, é alguém não olhar para esse objetivo e acreditar que está aqui para salvar o mundo e curar os outros.

Todos acham que possuem uma missão com outra pessoa ou com o coletivo, e daí por diante acham que entram na vida do outro para salvá-lo, perdendo assim um enorme tempo tentando mudar e curar aquele que é o seu próprio objeto de cura.

Uma grande inversão de papéis que cria carmas de longas datas e que mantém a humanidade nesse ciclo interminável de nascimento e morte.

Você recebe o dinheiro que precisa, a profissão que precisa e as pessoas que precisa para trabalhar sobre si mesmo. Portanto, mude a sua percepção e compreenda que todos aqueles que estão ao seu redor são anjos que estão mostrando aspectos escondidos, não compreendidos e negados por você, inclusive aqueles que fazem aquilo que você chama de mal.

Tudo diz respeito a você, sempre. Toda experiência e toda relação é uma oportunidade de cura. Use o outro como espelho e permita-se olhar aquilo que te incomoda, deixando assim que a luz ilumine a escuridão e a cura chegue até você."

Texto de Diogo Beltrame

domingo, 10 de março de 2019

As 4 estradas para o autoconhecimento, ou O que nos tem a ensinar os caminhos de Jericó, Damasco, Jerusalém e Emaús? Parte I - O caminho de Jericó


O processo de autoconhecimento pode ser representado por simbologias de ordens diversas e para cada indivíduo existe um iter próprio.
A Bíblia, a toda evidência, tem inúmeros elementos e relatos que podem refletir esse processo de formas múltiplas, dentre eles destaca-se a simbologia das 4 estradas: a de Jericó, a de Damasco, a de Jerusalém e a de Emaús.
Cada uma delas nos traz mensagens embutidas de elevada valia e o enredo bíblico nos convida a refletir sobre seus ensinamentos. Aquele que conseguir apreender a lição oculta em suas linhas terá a oportunidade de ascender a outro nível de consciência e acessar a frequência das infinitas possibilidades disponíveis para aqueles sintonizados no fluxo da abundância.
A partir deste primeiro (de quatro) texto, escreverei sobre cada uma delas, começando com a estrada de Jericó e destacarei em cada passagem bíblica temáticas pertinentes às questões emocionais a serem trabalhadas por nós, enfatizando-as em pares de opostos, a exemplo dos escritos de Carl G. Jung.
Na estrada de Jericó, encontramos as referências à solidariedade e à compaixão, mas também ao desprezo e à indiferença. Na de Damasco, ao perdão e à conversão e sua contrapartida, a mágoa e a resistência. Na de Jerusalém, o sacrifício e a entrega, tendo como opostos, o apego e a não-aceitação. Na de Emaús, o renascimento da verdadeira consciência crística, em contraste com a inconsciência do mundo material.
Em Lucas 10:25-37, Jesus nos relata a parábola do Bom Samaritano. O caminho de Jericó era uma perigosa estrada conhecida por ser um trecho sanguinário, covil de salteadores e um perigo manifesto para os viajantes da época. Pois bem, Jesus explicando a um certo doutor da lei quem era o próximo, citou a referida parábola na qual ia de Jerusalém para Jericó um homem que foi apanhado por salteadores. Eles o despojaram e o deixaram quase morto. Três pessoas passaram e viram o homem à beira da estrada: um sacerdote, um levita e um samaritano. Os dois primeiros não o ajudaram, mas o terceiro, movido por compaixão e misericórdia, cuidou de suas feridas e o levou a um local seguro.
A parábola do caminho de Jericó nos permite refletir sobre várias temáticas, dentre elas as acima citadas: solidariedade, compaixão, desprezo e indiferença.
Os aprendizados do caminho de Jericó serão sempre um alerta de Jesus para guiar os nossos passos na caminhada ao encontro de nós mesmos.
Descubra esta e outras jornadas, literal e/ou simbolicamente, permitindo-se realizar conosco o Resgate Sagrado, uma peregrinação à Terra Santa, numa jornada de autoconhecimento, perdão, gratidão, abundância e paz.
Finalizo com João 8:32: “Conhecereis a Verdade, e a Verdade vos libertará.”
José Anastácio de Sousa Aguiar

Psicanalista, hipnoterapeuta e terapeuta de vidas passadas