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quinta-feira, 26 de março de 2020

Dica de leitura para o período de quarentena (e para todos os dias)

Oi pessoal,
Nesses tempos de isolamento social, gostaria de indicar para vcs alguns livros que considero essenciais, pois quarentena tb é época de diversão, não a diversão-entretenimento, que faz o indivíduo gastar preciosas horas com prazeres vazios, mas sim a diversão-evolução, aquela que nos permite aproximar cada vez mais daquilo que realmente somos, do Divino que há em nós.
Nesse contexto, dispus os 7 livros sugeridos no formato da estrela de 6 pontas, que representa o entrelaçamento vertical do humano com o Divino.
Na parte inferior da estrela está o livro "O Corpo em Terapia", de Alexander Lowen, representando o conhecimento somático humano. Os dois livros que o ladeia representam os conhecimentos aplicados ao comportamento humano, representados por Bert Hellinger e Eckhart Tolle. Um degrau acima estão conhecimentos aplicados à relação do homem com o Divino, representados pelos conhecimentos do Taoismo e da Psicologia Analítica de Jung. Na ponta superior da estrela está o "Corpus Hermeticus", obra de singular relevância sobre o Todo.
Em seu centro, representando o Princípio do Centro, em torno do qual tudo gira, coloquei o ápice do conhecimento produzido pelos humanos, "O Caibalion", que nos ensina os princípios herméticos que podem ser aplicados a todos os universos manifestados.
Fica a dica de leitura.


Anastácio Aguiar
Psicanalista, hipnoterapeuta e constelador familiar sistêmico

sábado, 3 de agosto de 2019

Análise da Estrutura de Caráter Parte II – A estrutura Oral



O presente texto tem o objetivo de fazer algumas considerações sobre a análise da estrutura de caráter, um dos principais pontos da terapia bioenergética, uma abordagem terapêutica desenvolvida por Alexander Lowen, a partir das teorias e técnicas de Wilhelm Reich.
Pois bem, a estrutura de caráter define o modo como a pessoa lida com a sua necessidade de amar, sua procura de intimidade e proximidade e sua busca de prazer.
As estruturas de caráter são 5: Esquizóide, Oral, Psicopático, Masoquista e Rígido e são formadas em momentos específicos do desenvolvimento infantil e reforçadas a partir de então. A formação obedece a seguinte ordem cronológica a partir da concepção: Esquizóide – antes ou logo após o nascimento; Oral – após o nascimento e até os 2 anos de idade; Psicopático: durante a primeira infância; Masoquista: durante a segunda infância e Rígido: fase genital.
O caráter Oral tem como fator primordial na sua formação o sentimento de privação vivenciado pela criança no período após o nascimento até cerca de dois anos de idade. A ausência materna sentida confere à criança uma falta de satisfação que leva a psique infantil a se fixar nesse estágio de desenvolvimento.
A fixação do adulto no estágio oral implica em pouca independência, tendência a grudar nos outros, agressividade precária e uma sensação interna de precisar ser carregado, cuidado ou apoiado. Em certas pessoas, esses traços são disfarçados por atitudes compensatórias, que resultam em independência exagerada que não se sustentam em momentos de tensão.
A pessoa de caráter oral sofre de uma sensação de vazio. Procura constantemente os outros para que preencham essa lacuna, embora, por vezes, aja como se fosse autossuficiente. O vazio interno reflete a supressão de sentimentos intensos, de desejos que, caso fossem expressos, resultariam num choro profundo.
Possui baixo nível de energia, em consequência, o indivíduo de caráter oral está sujeito a alternâncias de humor, indo da depressão à elação. A tendência à depressão é característica aos traços orais na personalidade.
Outra característica típica da oralidade é achar que todo mundo lhe deve alguma coisa, podendo manifestar-se pela ideia de que o mundo deve sustentá-lo e deriva diretamente da experiência inicial da privação.
O principal problema dessa estrutura é a cobiça, posto que a sua experiência infantil de privação o desconectou da sua energia primordial. Assim, ele tende a querer apoiar-se na energia de outrem, como mecanismo compensatório de defesa.
Nos próximos textos, destacarei as outras estruturas, bem como alguns aspectos relevantes da Bioenergética.

José Anastácio de Sousa Aguiar
Psicanalista, Hipnoterapeuta e Terapeuta de Vidas Passadas
Bibliografia:
O Corpo em Terapia - Alexander Lowen
Bioenergética - Alexander Lowen
Mãos de Luz - Barbara Ann Brennan

sábado, 27 de julho de 2019

Análise da Estrutura de Caráter - Parte I - A estrutura Esquizóide


Análise da Estrutura de Caráter
Parte I – A estrutura Esquizóide

O presente texto tem o objetivo de fazer algumas considerações sobre a análise da estrutura de caráter, um dos principais pontos da terapia bioenergética, uma abordagem terapêutica desenvolvida por Alexander Lowen a partir das teorias e técnicas de Wilhelm Reich.
Pois bem, a estrutura de caráter define o modo como a pessoa lida com a sua necessidade de amar, sua procura de intimidade e proximidade e sua busca de prazer.
As estruturas de caráter são 5: Esquizóide, Oral, Psicopático, Masoquista e Rígido e são formadas em momentos específicos do desenvolvimento infantil e reforçadas a partir de então. A formação obedece a seguinte ordem cronológica a partir da concepção: Esquizóide – antes ou logo após o nascimento; Oral – após o nascimento e até os 2 anos de idade; Psicopático: durante a primeira infância; Masoquista: durante a segunda infância e Rígido: fase genital.
O caráter Esquizóide tem como fator primordial na sua formação o sentimento de abandono vivenciado pela criança durante a gestação ou logo após o nascimento. A referida sensação de abandono força a criança a buscar a dissociação, tendo em vista que ela não se considera bem-vinda a este mundo.
O adulto tende a ter tendência ao isolamento e encontra pouca satisfação na realidade corriqueira. Existe a tendência de buscar sempre refúgio dentro de si, tendo o comportamento do porco espinho quando se sente ameaçado.
Apresenta-se também hipersensível devido a um precário limite em torno do ego. Essa fraqueza reduz sua resistência a pressões externas, forçando a pessoa a fugir como mecanismo de legítima defesa do ego.
Sua energia primordial está concentrada no núcleo da psique e tem pouco acesso às regiões periféricas do corpo, o que cria no indivíduo com essa estrutura a tendência a evitar relacionamentos íntimos e afetuosos.
Sua energia tende a ser carreada para a intelectualização e para o mundo espiritual, como mais uma forma de dissociação.  
O principal problema dessa estrutura é o medo (de não ter direito de existir), que força na pessoa a necessidade de fortalecer seus limites defensivos.
Nos próximos textos, destacarei as outras estruturas e alguns outros aspectos relevantes da Bioenergética. 

José Anastácio de Sousa Aguiar
Psicanalista, Hipnoterapeuta e Terapeuta de Vidas Passadas

Bibliografia:
O Corpo em Terapia e Bioenergética - Alexander Lowen
Mãos de Luz - Barbara Ann Brennan