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domingo, 15 de dezembro de 2019

Sobre Freud, Ivan Nagy, Bert Hellinger e Nêmesis; ou Cuidado com o desejo vão, pode ser o começo do fim; ou ainda A conta chega, mais cedo ou mais tarde, para todo mundo


Sigmund Freud nos conta em um dos seus livros que, certa feita, recebeu em seu consultório uma paciente altiva e bem vestida, que pela sua postura e educação, deveria pertencer às altas classes da sociedade.
Ela disse que o procurara para relatar que havia tido uma amiga de infância de poucas posses que um dia lhe informara que iria se casar com um homem maravilhoso que ela muito amava e sentia-se muito feliz com ele. Combinaram as duas um encontro com o rapaz para que lhe fosse apresentado o noivo da amiga. Quando do encontro, ela apaixonou-se pelo prometido em casamento e decidira que iria matar a outrora amiga para se casar com o moço. E assim o fez. Pouco tempo depois, envenenou a amiga e desposou seu ex-noivo.
O casal teve uma filha e os anos se passaram. Quando a filha já era adolescente, a conta dos seus atos vis chegou. O marido faleceu repentinamente, a filha que nunca havia se dado bem com ela viajou para outro continente e nunca voltou. Restava-lhe ainda o apego aos seus cavalos, que sempre foi sua grande paixão, juntamente com os seus belos cães. Pois bem, semanas após o falecimento do marido, seus cavalos tornaram-se arredios a sua presença, impedindo-a de montar-lhes e, também, os seus cães vieram a falecer de forma súbita. Ela complementou que tudo o que ela sempre amara já não mais existia. Após descrever sua história, despediu-se, informando a Freud que ele jamais a veria novamente, o que levou o velho terapeuta a concluir que ela iria suicidar-se.
Essa questão da Justiça nos sistemas trazida por Freud, tornou-se pedra angular na composição teórica de determinadas linhas de pensamento terapêutico, como o caso de Ivan Boszormenti-Nagy, que colocava a Justiça ao lado da Equidade e Lealdade como preceitos básicos no que ficou conhecido como o Processo Transgeracional. Posteriormente, Bert Hellinger adota tais conceitos e os incorpora às suas Constelações Familiares Sistêmicas.
Tal evento, lembra-me o mito de Nêmesis, deusa grega, que está encarregada de castigar os atos daqueles que se elevam acima de sua condição, tanto no bem quanto no mal, e infringir a devida represália para que não seja subvertida a ordem do mundo e pôr em perigo, assim, o equilíbrio universal.

domingo, 10 de março de 2019

As 4 estradas para o autoconhecimento, ou O que nos tem a ensinar os caminhos de Jericó, Damasco, Jerusalém e Emaús? Parte I - O caminho de Jericó


O processo de autoconhecimento pode ser representado por simbologias de ordens diversas e para cada indivíduo existe um iter próprio.
A Bíblia, a toda evidência, tem inúmeros elementos e relatos que podem refletir esse processo de formas múltiplas, dentre eles destaca-se a simbologia das 4 estradas: a de Jericó, a de Damasco, a de Jerusalém e a de Emaús.
Cada uma delas nos traz mensagens embutidas de elevada valia e o enredo bíblico nos convida a refletir sobre seus ensinamentos. Aquele que conseguir apreender a lição oculta em suas linhas terá a oportunidade de ascender a outro nível de consciência e acessar a frequência das infinitas possibilidades disponíveis para aqueles sintonizados no fluxo da abundância.
A partir deste primeiro (de quatro) texto, escreverei sobre cada uma delas, começando com a estrada de Jericó e destacarei em cada passagem bíblica temáticas pertinentes às questões emocionais a serem trabalhadas por nós, enfatizando-as em pares de opostos, a exemplo dos escritos de Carl G. Jung.
Na estrada de Jericó, encontramos as referências à solidariedade e à compaixão, mas também ao desprezo e à indiferença. Na de Damasco, ao perdão e à conversão e sua contrapartida, a mágoa e a resistência. Na de Jerusalém, o sacrifício e a entrega, tendo como opostos, o apego e a não-aceitação. Na de Emaús, o renascimento da verdadeira consciência crística, em contraste com a inconsciência do mundo material.
Em Lucas 10:25-37, Jesus nos relata a parábola do Bom Samaritano. O caminho de Jericó era uma perigosa estrada conhecida por ser um trecho sanguinário, covil de salteadores e um perigo manifesto para os viajantes da época. Pois bem, Jesus explicando a um certo doutor da lei quem era o próximo, citou a referida parábola na qual ia de Jerusalém para Jericó um homem que foi apanhado por salteadores. Eles o despojaram e o deixaram quase morto. Três pessoas passaram e viram o homem à beira da estrada: um sacerdote, um levita e um samaritano. Os dois primeiros não o ajudaram, mas o terceiro, movido por compaixão e misericórdia, cuidou de suas feridas e o levou a um local seguro.
A parábola do caminho de Jericó nos permite refletir sobre várias temáticas, dentre elas as acima citadas: solidariedade, compaixão, desprezo e indiferença.
Os aprendizados do caminho de Jericó serão sempre um alerta de Jesus para guiar os nossos passos na caminhada ao encontro de nós mesmos.
Descubra esta e outras jornadas, literal e/ou simbolicamente, permitindo-se realizar conosco o Resgate Sagrado, uma peregrinação à Terra Santa, numa jornada de autoconhecimento, perdão, gratidão, abundância e paz.
Finalizo com João 8:32: “Conhecereis a Verdade, e a Verdade vos libertará.”
José Anastácio de Sousa Aguiar

Psicanalista, hipnoterapeuta e terapeuta de vidas passadas


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Você como cocriador do seu destino; ou "Maria escolheu a melhor parte, a qual não lhe será tirada" - José Anastácio de Sousa Aguiar



Recentemente, tive necessidade de fazer uso de táxi. No trajeto até o meu destino, o motorista Marto (nome fictício que lanço mão para fazer referência à passagem bíblica destacada em Lucas 10:38-42) discorreu sobre alguns assuntos de seu interesse, dentre eles política, economia e violência, sempre com um ar de preocupação, descontentamento e aflição.
Ao chegar ao meu destino, realizei o pagamento da corrida e ato contínuo, ele se despediu dizendo: "Tenha um bom dia, doutor. Eu vou para a luta." Fiquei pensativo ao ver o carro distanciar-se imaginando o quão Marto criou com as suas palavras a realidade que terá que enfrentar.
Sentir a vida como uma luta ou não são os dois opostos de uma mesma moeda. Estamos imersos em um universo que antes de ser matéria, é pura energia. Os nossos pensamentos e palavras também são formas de energia, que se modulados na frequência da escassez, medo e culpa, ter-se-á como realidade concreta externa o consectário lógico do que criamos em abstrato internamente.
Por outro lado, se entendemos como funcionam as leis sutis e nos tornamos conscientes, adentraremos na sintonia de todas as possibilidades, tornando-nos cocriadores de uma realidade de paz, harmonia e serenidade interior.
Nesse diapasão, como dito pelo Mestre Jesus no versículo acima citado, estamos afadigados e ansiosos por muitas coisas, mas, em verdade, só uma é necessária, a melhor parte.
 
José Anastácio de Sousa Aguiar
Psicanalista, hipnoterapeuta e terapeuta de vidas passadas