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terça-feira, 15 de setembro de 2020
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segunda-feira, 18 de maio de 2020
terça-feira, 10 de março de 2020
sábado, 25 de janeiro de 2020
domingo, 22 de dezembro de 2019
domingo, 15 de dezembro de 2019
Sobre Freud, Ivan Nagy, Bert Hellinger e Nêmesis; ou Cuidado com o desejo vão, pode ser o começo do fim; ou ainda A conta chega, mais cedo ou mais tarde, para todo mundo
Sigmund Freud nos conta em um dos seus livros que,
certa feita, recebeu em seu consultório uma paciente altiva e bem vestida, que
pela sua postura e educação, deveria pertencer às altas classes da sociedade.
Ela disse que o procurara para relatar que havia tido
uma amiga de infância de poucas posses que um dia lhe informara que iria se casar
com um homem maravilhoso que ela muito amava e sentia-se muito feliz com ele.
Combinaram as duas um encontro com o rapaz para que lhe fosse apresentado o
noivo da amiga. Quando do encontro, ela apaixonou-se pelo prometido em
casamento e decidira que iria matar a outrora amiga para se casar com o moço. E
assim o fez. Pouco tempo depois, envenenou a amiga e desposou seu ex-noivo.
O casal teve uma filha e os anos se passaram. Quando a
filha já era adolescente, a conta dos seus atos vis chegou. O marido faleceu
repentinamente, a filha que nunca havia se dado bem com ela viajou para outro
continente e nunca voltou. Restava-lhe ainda o apego aos seus cavalos, que
sempre foi sua grande paixão, juntamente com os seus belos cães. Pois bem,
semanas após o falecimento do marido, seus cavalos tornaram-se arredios a sua
presença, impedindo-a de montar-lhes e, também, os seus cães vieram a falecer
de forma súbita. Ela complementou que tudo o que ela sempre amara já não mais
existia. Após descrever sua história, despediu-se, informando a Freud que ele
jamais a veria novamente, o que levou o velho terapeuta a concluir que ela iria
suicidar-se.
Essa questão da Justiça nos sistemas trazida por
Freud, tornou-se pedra angular na composição teórica de determinadas linhas de pensamento
terapêutico, como o caso de Ivan Boszormenti-Nagy, que colocava a Justiça ao
lado da Equidade e Lealdade como preceitos básicos no que ficou conhecido como o
Processo Transgeracional. Posteriormente, Bert Hellinger adota tais conceitos e
os incorpora às suas Constelações Familiares Sistêmicas.
Tal evento, lembra-me o mito de Nêmesis, deusa grega,
que está encarregada de castigar os atos daqueles que se elevam acima de sua
condição, tanto no bem quanto no mal, e infringir a devida represália para que
não seja subvertida a ordem do mundo e pôr em perigo, assim, o equilíbrio
universal.
quarta-feira, 10 de julho de 2019
domingo, 9 de junho de 2019
segunda-feira, 3 de junho de 2019
quarta-feira, 17 de abril de 2019
domingo, 10 de março de 2019
As 4 estradas para o autoconhecimento, ou O que nos tem a ensinar os caminhos de Jericó, Damasco, Jerusalém e Emaús? Parte I - O caminho de Jericó
O processo de autoconhecimento pode ser representado por
simbologias de ordens diversas e para cada indivíduo existe um iter próprio.
A Bíblia, a toda evidência, tem inúmeros elementos e
relatos que podem refletir esse processo de formas múltiplas, dentre eles
destaca-se a simbologia das 4 estradas: a de Jericó, a de Damasco, a de Jerusalém
e a de Emaús.
Cada uma delas nos traz mensagens embutidas de elevada
valia e o enredo bíblico nos convida a refletir sobre seus ensinamentos. Aquele
que conseguir apreender a lição oculta em suas linhas terá a oportunidade de
ascender a outro nível de consciência e acessar a frequência das infinitas
possibilidades disponíveis para aqueles sintonizados no fluxo da abundância.
A partir deste primeiro (de quatro) texto, escreverei sobre
cada uma delas, começando com a estrada de Jericó e destacarei em cada passagem
bíblica temáticas pertinentes às questões emocionais a serem trabalhadas por
nós, enfatizando-as em pares de opostos, a exemplo dos escritos de Carl G. Jung.
Na estrada de Jericó, encontramos as referências à
solidariedade e à compaixão, mas também ao desprezo e à indiferença. Na de
Damasco, ao perdão e à conversão e sua contrapartida, a mágoa e a resistência.
Na de Jerusalém, o sacrifício e a entrega, tendo como opostos, o apego e a
não-aceitação. Na de Emaús, o renascimento da verdadeira consciência crística,
em contraste com a inconsciência do mundo material.
Em Lucas 10:25-37, Jesus nos relata a parábola do Bom
Samaritano. O caminho de Jericó era uma perigosa estrada conhecida por ser um
trecho sanguinário, covil de salteadores e um perigo manifesto para os
viajantes da época. Pois bem, Jesus explicando a um certo doutor da lei quem
era o próximo, citou a referida parábola na qual ia de Jerusalém para Jericó um
homem que foi apanhado por salteadores. Eles o despojaram e o deixaram quase
morto. Três pessoas passaram e viram o homem à beira da estrada: um sacerdote,
um levita e um samaritano. Os dois primeiros não o ajudaram, mas o terceiro,
movido por compaixão e misericórdia, cuidou de suas feridas e o levou a um
local seguro.
A parábola do caminho de Jericó nos permite refletir sobre
várias temáticas, dentre elas as acima citadas: solidariedade, compaixão,
desprezo e indiferença.
Os aprendizados do caminho de Jericó serão sempre um alerta
de Jesus para guiar os nossos passos na caminhada ao encontro de nós mesmos.
Descubra esta e outras jornadas, literal e/ou simbolicamente,
permitindo-se realizar conosco o Resgate Sagrado, uma peregrinação à Terra
Santa, numa jornada de autoconhecimento, perdão, gratidão, abundância e paz.
Finalizo com João 8:32: “Conhecereis a Verdade, e a Verdade
vos libertará.”
José Anastácio de Sousa Aguiar
Psicanalista, hipnoterapeuta e terapeuta de vidas passadas
Marcadores:
Abundância,
Autoconhecimento,
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Consciência,
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019
Você como cocriador do seu destino; ou "Maria escolheu a melhor parte, a qual não lhe será tirada" - José Anastácio de Sousa Aguiar
Recentemente,
tive necessidade de fazer uso de táxi. No trajeto até o meu destino, o
motorista Marto (nome fictício que lanço mão para fazer referência à passagem
bíblica destacada em Lucas 10:38-42) discorreu sobre alguns assuntos de seu
interesse, dentre eles política, economia e violência, sempre com um ar de
preocupação, descontentamento e aflição.
Ao
chegar ao meu destino, realizei o pagamento da corrida e ato contínuo, ele se
despediu dizendo: "Tenha um bom dia, doutor. Eu vou para a luta."
Fiquei pensativo ao ver o carro distanciar-se imaginando o quão Marto criou com
as suas palavras a realidade que terá que enfrentar.
Sentir
a vida como uma luta ou não são os dois opostos de uma mesma moeda. Estamos
imersos em um universo que antes de ser matéria, é pura energia. Os nossos
pensamentos e palavras também são formas de energia, que se modulados na
frequência da escassez, medo e culpa, ter-se-á como realidade concreta externa
o consectário lógico do que criamos em abstrato internamente.
Por
outro lado, se entendemos como funcionam as leis sutis e nos tornamos
conscientes, adentraremos na sintonia de todas as possibilidades, tornando-nos
cocriadores de uma realidade de paz, harmonia e serenidade interior.
Nesse
diapasão, como dito pelo Mestre Jesus no versículo acima citado, estamos
afadigados e ansiosos por muitas coisas, mas, em verdade, só uma é necessária,
a melhor parte.
José Anastácio de Sousa Aguiar
Psicanalista, hipnoterapeuta e terapeuta de vidas passadas
Psicanalista, hipnoterapeuta e terapeuta de vidas passadas
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