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quinta-feira, 26 de março de 2020

Dica de leitura para o período de quarentena (e para todos os dias)

Oi pessoal,
Nesses tempos de isolamento social, gostaria de indicar para vcs alguns livros que considero essenciais, pois quarentena tb é época de diversão, não a diversão-entretenimento, que faz o indivíduo gastar preciosas horas com prazeres vazios, mas sim a diversão-evolução, aquela que nos permite aproximar cada vez mais daquilo que realmente somos, do Divino que há em nós.
Nesse contexto, dispus os 7 livros sugeridos no formato da estrela de 6 pontas, que representa o entrelaçamento vertical do humano com o Divino.
Na parte inferior da estrela está o livro "O Corpo em Terapia", de Alexander Lowen, representando o conhecimento somático humano. Os dois livros que o ladeia representam os conhecimentos aplicados ao comportamento humano, representados por Bert Hellinger e Eckhart Tolle. Um degrau acima estão conhecimentos aplicados à relação do homem com o Divino, representados pelos conhecimentos do Taoismo e da Psicologia Analítica de Jung. Na ponta superior da estrela está o "Corpus Hermeticus", obra de singular relevância sobre o Todo.
Em seu centro, representando o Princípio do Centro, em torno do qual tudo gira, coloquei o ápice do conhecimento produzido pelos humanos, "O Caibalion", que nos ensina os princípios herméticos que podem ser aplicados a todos os universos manifestados.
Fica a dica de leitura.


Anastácio Aguiar
Psicanalista, hipnoterapeuta e constelador familiar sistêmico

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Você é digno do seu tormento? ou Sofrimento, um processo ilusório e/ou curativo



Não é difícil inferir que todos os pacientes que procuram a clínica psicanalítica estão com um ou mais problemas a equacionar. A variedade e complexidade das questões é tão extensa quanto a própria natureza humana.
Pois bem, como dito acima, a expectativa do paciente é que a questão/problema que o leva à terapia seja eliminada e ele/ela possa retomar o que entende ser a sua vida normal.
Talvez um dos aspectos mais importantes a ser destacado no processo terapêutico, e que poucos chegam com essa noção, é que, em última instância, as questões que o levaram à clínica são fatores essenciais do processo de restauração do equilíbrio perdido da psiquê, não tendo natureza autônoma, nem ontológica. Ou como diz Eckhart Tolle: “Um problema só é necessário, até tornar-se desnecessário.”
Carl G. Jung nos ensina que um dos primeiros passos no processo terapêutico é a aceitação do indivíduo como ele é, em especial, os seus defeitos, o que requer uma grande dose de humildade, nem sempre fácil de obter. Somente após essa primeira fase da conscientização da sombra, pode o paciente ressignificar as suas energias, reorientando-as a seu favor.
Por mais paradoxal que possa ser, a exemplo da vida que guarda seu sentido, o sofrimento também. Faço referência a Dostoievsky: “Temo somente uma coisa, não ser digno do meu tormento.” Tornar-se digno do próprio tormento é reconhecer a sua função e mensagem, ao tempo de compreender que tanto lhe é ilusório como curador. O teu tormento, em verdade, é a tua bênção.
Concluo com a citação de Krishna para Arjuna em Bhagavad-Gita “O que é noite para todos os seres, é dia para o homem que consegue vencer a si mesmo”.

*Texto em parceria com Augusto Cláudio Ferreira Guterres Soares

José Anastácio de Sousa Aguiar
Psicanalista, hipnoterapeuta e terapeuta de vidas passadas

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Penso, logo (não) existo! José Anastácio de Sousa Aguiar

Baseado no aforismo de Descartes: "Penso, logo existo", alguns entendem que é o pensar que caracteriza a existência.
Existem dois aspectos que podem transformar essa afirmação numa falácia. O primeiro, e mais óbvio, é que o reino mineral e objetos, tais como cadeiras, roupas, panelas, dentre outros, supostamente não pensam, e nem por isso, deixam de existir.
Outro aspecto, segundo Eckhart Tolle, citando Sartre, é que a consciência que afirma "eu sou" não é a consciência que pensa, ou seja, quando se está consciente de que se está pensando, essa consciência não faria parte do pensamento. Conclui o referido autor que "se não houvesse nada além do pensamento em nós, nem sequer saberíamos que pensamos".

domingo, 23 de outubro de 2016

Desconfio... - José Anastácio de Sousa Aguiar



DESCONFIO...
Há algum tempo tenho desconfiado de umas coisas e gostaria de compartilhar com vocês por meio deste breve texto.
Como a maioria das pessoas, ensinaram-me a viver pelas coisas óbvias e racionais, mas desconfio que tem muito mais na vida. Desconfio que sempre é possível ser e sentir-se mais próximo da Divindade.
Esta desconfiança parece não ser só minha... Mesmo Freud, um racional por excelência, também desconfiava, quando no seu livro “O Mal-estar na Civilização”, ele falava do “Sentimento Oceânico” (ou “Sensação de Eternidade”). É bem verdade que ele assumiu nunca ter sentido, mas desconfiava que existia. Um bom número de grandes pensadores parece que não desconfia(va), eles já sabem(iam), dentre eles posso citar Buda, Eckhart Tolle, Wayne Dyer e Oberom, que existe algo que pode ser atingido para além dos prazeres mundanos das tarefas cotidianas. Como citado, Freud chamava essa sensação de “Sentimento Oceânico”, já Buda, denominava a “Iluminação”; Eckhart Tolle, “O Poder do Agora”; Wayne Dyer, o “Momento Quântico” e Oberom, a “Consciência Prânica”. Em verdade, como diria São João da Cruz, nenhum termo ou palavra humana seria suficientemente adequada para definir a experiência espiritual da Transcendência.
Desconfio também que o meio mais eficaz de atingir tal estado passa por uma série de pequenas realizações pessoais, como por exemplo não julgar, sentir-se parte do Todo, tratar a todos como gostaria de ser tratado, aperfeiçoar-se no perdão, aceitação, não-resistência e gratidão e abraçar mais...
Pois bem, continuo desconfiando que podemos e somos muito mais do que cremos ser. Se você já sentiu algo semelhante e quiser compartilhar conosco, deixe o seu comentário e seja bem-vindo(a). Gratidão, namastê.
José Anastácio de Sousa Aguiar