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sábado, 2 de setembro de 2017

Pesquisa para escolha da capa do livro "Casos Clínicos em Hipnose"







Caro(a)s amigo(a)s,
Tenho a honra de informar para vcs que neste mês de setembro deveremos estar lançando no dia 29/9/2017, em Fortaleza, o livro que tem o nome provisório de "Casos Clínicos em Hipnose".
É uma obra escrita com muito carinho em parceria com os queridos amigos Cláudio Chaves, Luciano Furtado e Rogério Castilho.
Na obra, abordamos a nossa experiência prática clínica na área da hipnose, propiciando o leitor conhecer técnicas e princípios que proporcionam alívio e cura para um sem número de problemas.
Gostaríamos que o leitor participasse desde o início deste projeto e assim, disponibilizamos 7 capas que preparamos para que vcs possam nos ajudar a escolher a capa do livro.
Ficaremos honrados com a sua participação, comentário e voto. 

Desde já agradecemos o carinho e a atenção dispensados.
Sejam bem-vindo(a)s.
Namastê,
José Anastácio de Sousa Aguiar

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Artigo - Etapas da Vida? - Luciano Sampaio


Há muitos jeitos de entendermos a vida humana. Uns creem em Deus, outros não. Uns defendem a reencarnação, já outros a ressurreição. Cada um tem suas convicções, sua forma de ver a realidade. Estive na Índia e visitando templos aos deuses (80% da população é hinduísta, 2% católica), admirava as expressões de fé daquela gente. Vivemos e sentimos a vida a partir das nossas crenças, da nossa formação consciente ou inconsciente. O importante é o respeito à diversidade de crenças e lutarmos pela liberdade e dignidade da pessoa humana, se esta é desrespeitada.
Estamos vivendo o tempo pascal. Refletindo sobre a vida humana, pude identificar quatro etapas, tendo em vista o olhar cristão, o plano de Deus para nós, que, resumidamente, compartilho.
Primeira: vida intrauterina. Inicia-se o mistério da vida. Vida que recebi como dom divino: Deus me quis. Sou uma escolha amorosa de Deus. Escolheu-me homem ou mulher e introduziu-me seu Espírito: sua essência. O divino integra-se no humano. E deu-me pai e mãe, que devem me acolher, amar e educar.
Segunda: vida no mundo. Ganhei a vida, nasci. Inicia a infância, que se caracteriza por dependência: ser cuidada. E sofrerei consequências (traumas), se isso não acontecer a contento. Passo por aprendizagens familiares, escolares e culturais. Adquiro crenças. Segue, “se Deus quiser”, o ritmo natural da vida: adolescência, juventude, vida adulta e velhice. Oportunidades que tenho para fazer escolhas, tendo em vista a realização pessoal e social. Serei fruto das minhas escolhas, boas ou ruins.
Terceira: a morte. Qual é o sentido cristão da morte? Se no útero ganhei a vida, se cumpri meu tempo e minha missão neste mundo, cabe-me, na hora da morte, como fez Jesus na cruz, oferece-la ao Pai (Deus), entregando-me com esperança e fé: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”. Volto aos braços de quem me deu a vida. Lembro-me do Sr. Pedro (de Belo Horizonte/MG), que com câncer terminal, dizia-me: “De Deus eu vim, para Deus eu volto”. E da Ir. Lucília (cunhada), que clamava na agonia da morte: “Paizinho, vem me buscar.”
Quarta: a ressurreição. Com a morte estamos nas mãos de Deus, que, em sua infinita misericórdia, nos ressuscita, como fez com Jesus. A ressurreição é a vivência da plenitude da vida no Reino de Deus, que Jesus tanto anunciou. Esta é minha crença. Amém?
Luciano Sampaio
Psicanalista

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Artigo - O amor é curativo - Luciano Sampaio


Atendi em terapia uma jovem a quem, inicialmente, perguntei: Em que posso lhe ajudar? Respondeu: “A conhecer-me melhor e a me libertar. Pois não me entendo, nem sei por que sinto tristeza, angústia e um vazio dentro de mim. A vida sem sentido. Sem gosto de viver. Sou depressiva.”
Com ela vieram seus pais. E, como de costume, conversei antes com eles. Perguntei à mãe três coisas básicas. Primeira: Quando você ficou grávida desta filha, como se sentiu? Disse: “Foi horrível. Rejeitei-a. Ainda namorava, e aconteceu. Não foi esperada. Tive medo dos meus pais e vergonha das pessoas.” Segunda: Como foi o parto? Respondeu: “Chegou o dia, ela não nascia, o médico fez parto cesariano.” Terceira: Deu de mamar? Resposta: “Não! Incrível, ela não quis mamar. Rejeitava meus peitos.” A mãe completou: “Eu sinto que ela não gosta de mim. Tem uma revolta e é grosseira comigo. Sei, hoje, que sou culpada pelo sofrimento dela.” Ao pai perguntei: Quando criança, você brincava com ela, era carinhoso? “Pouco”, disse ele. “Na verdade, eu e minha esposa trabalhávamos muito e quem cuidava dela era a babá. Mas percebo que ela gosta mais de mim do que da mãe.” E a mãe concluiu a conversa: “Minha ausência foi tanta, que ela chamava a babá de mãe. Era triste.”
A partir desses relatos dos pais, entendi o sofrimento da filha. Era uma vítima das rejeições vividas. O inconsciente registrou tudo desde os primeiros instantes de vida no útero materno. E estava repercutindo em sua vida atual.
O ser humano, para viver um futuro saudável, com saúde física, psíquica e emocional, precisa ser acolhido e amado desde o ventre materno. Ele necessita ser cuidado e acompanhado com amor em cada fase do seu desenvolvimento. Fases: oral, anal, fálica e da latência. As falhas ou omissões nestas fases geram neuroses profundas, como as dessa filha.
O inconsciente é literal, não analisa nem julga o que recebe, ao contrário, registra e executa o que é introjetado, sem que a pessoa tenha consciência das causas dos sintomas que vivencia. Ele registra os fatos com os sentimentos do momento e revive-os depois.
Traumas profundos como o relatado podem ser ressignificados por atitudes e terapias que atinjam, amorosamente, suas causas, trabalhem o perdão e restaurem o gosto de viver no mais profundo do ser humano.
Luciano Sampaio
Psicanalista e hipnólogo
lucianosampaio53@gmail.com