Este blog destina-se àqueles que tem interesse em questões ligadas à espiritualidade, à evolução integral e estão sempre em busca do conhecimento.
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quinta-feira, 4 de junho de 2020
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020
Santa Marta e o Dragão, ou E você, como lida com as suas Sombras?
Conta
a lenda, que os irmãos Marta, Maria e Lázaro tiveram que fugir da Judeia após a
morte de Jesus, em razão da primeira perseguição aos seguidores de Cristo.
Teriam
fugido de barco e aportado na costa da França. Por lá, pregavam a fé cristã.
Certa feita, os habitantes da cidade de Tarascon pediram à Marta que os
ajudassem contra um dragão que aterrorizava a população. Marta adentrou na
floresta e lá encontrou o dragão que devorava um homem. Na presença do violento
animal, aspergiu algumas gotas de água benta, atou-o com o seu próprio cinto e
o levou à cidade como se fosse um dócil cordeiro. Atônito, o povo atacou o
dragão com paus e pedras e o matou.
A
fascinante lenda de Santa Marta traz uma clara alusão à psique humana. O dragão
é facilmente identificável com as sombras que habitam o Inconsciente (representado
pela floresta) de todos nós, simbolizando nossos medos, culpas, angústias, incertezas
etc. A consciência, em equilíbrio, é representada por Santa Marta, que de posse
da água benta (qualidades do espírito, tais como: Respeito, Sinceridade,
Gentileza e Serviço, como diria Lao-Tsé) facilmente domina as pulsões
instintuais e as coloca a serviço da Consciência. O populacho, por sua vez,
parece referir-se aos impulsos do ego, que movido pelo medo e desconhecimento,
usa a força bruta para destruir o que ignora.
A
temática acima referida foi amplamente estudada e teorizada por Carl G. Jung, o
pai da Psicologia Analítica, o qual indico a leitura de suas obras.
E
você, como lida com o seu Dragão?
Anastácio Aguiar
Psicanalista, hipnoterapeuta e constelador familiar sistêmico
Marcadores:
Carl G. Jung,
Consciência,
Crônicas,
Culpa,
Gentileza,
Inconsciente,
José Anastácio de Sousa Aguiar,
Lao-Tsé,
Medo,
Respeito,
Sinceridade,
Sombra
segunda-feira, 12 de agosto de 2019
terça-feira, 16 de julho de 2019
A Jornada do Herói ou A Consciência, o Santo Graal da vida
A Jornada do Herói, ou como alguns preferem Monomito, é um conceito de caminhos cíclicos presente em mitos e nas histórias de vida de cada um de nós, mortais. O conceito, segundo consta, foi idealizado por Joseph Campbell em seu livro “O Herói de Mil Faces” e está intimamente relacionado com o conceito junguiano de Arquétipos.
Pois bem, a Jornada do Herói é fundamentalmente interior, um percurso rumo à profundidade de cada um onde obscuras resistências devem ser integralizadas e ressignificadas, para que possam renascer poderes há muito tempo esquecidos para serem disponibilizados para a transformação da vida do indivíduo.
A jornada, por essência, perigosa pelo enfrentamento das Sombras, entretanto, essencial, por estar em jogo a própria Individuação, meta final da caminhada, não visa a conquista, mas a reconquista; não visa a descoberta, mas a redescoberta de si mesmo.
O herói é um símbolo da imagem divina e redentora que está escondida dentro de cada um de nós, como o Self junguiano, que está aguardando ser reapropriado pelo espírito, outrora, decaído presente em cada um e trazido de volta à vida por meio da transcendência da Totalidade.
As tradições grega e romana trazem um pertinente exemplo da Jornada do Herói no mito de Caronte, o barqueiro de Hades, o rei do submundo (Inconsciente). Como um psicopompo (guia da Alma), Caronte carregava as almas dos mortos de uma margem do rio Estige para a outra, mas apenas se seus cadáveres recebessem as honras fúnebres (ou, em outra versão, se tivessem uma doação para pagar a viagem). Aqueles que não possuíam ofertas eram forçados a vagar eternamente e sem paz nas brumas do rio.
As honras fúnebres ou a doação para pagar a viagem nada mais são do que a representação da Consciência, que se exprime no Santo Graal da jornada nossa de cada dia.
A jornada, por essência, perigosa pelo enfrentamento das Sombras, entretanto, essencial, por estar em jogo a própria Individuação, meta final da caminhada, não visa a conquista, mas a reconquista; não visa a descoberta, mas a redescoberta de si mesmo.
O herói é um símbolo da imagem divina e redentora que está escondida dentro de cada um de nós, como o Self junguiano, que está aguardando ser reapropriado pelo espírito, outrora, decaído presente em cada um e trazido de volta à vida por meio da transcendência da Totalidade.
As tradições grega e romana trazem um pertinente exemplo da Jornada do Herói no mito de Caronte, o barqueiro de Hades, o rei do submundo (Inconsciente). Como um psicopompo (guia da Alma), Caronte carregava as almas dos mortos de uma margem do rio Estige para a outra, mas apenas se seus cadáveres recebessem as honras fúnebres (ou, em outra versão, se tivessem uma doação para pagar a viagem). Aqueles que não possuíam ofertas eram forçados a vagar eternamente e sem paz nas brumas do rio.
As honras fúnebres ou a doação para pagar a viagem nada mais são do que a representação da Consciência, que se exprime no Santo Graal da jornada nossa de cada dia.
José Anastácio de Sousa Aguiar
Psicanalista, hipnoterapeuta e terapeuta de vidas passadas
Psicanalista, hipnoterapeuta e terapeuta de vidas passadas
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Essencial,
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Psicologia Analítica,
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Transcendência
segunda-feira, 30 de abril de 2018
Paz com o passado ou Qual é o passo mais importante no processo terapêutico?
Volta e meia, sou inquirido, seja por aluno ou
paciente, sobre qual seria o passo mais importante no processo terapêutico. De
início, adianto que a pergunta não é tão simples como possa parecer, mas deixo
a minha contribuição para o estudo do tema.
Costumo dividir, academicamente, o iter
terapêutico em duas fases: a investigativa e a terapêutica propriamente dita.
Quanto à primeira, como a denominação antecipa, busca-se encontrar o(s)
fatore(s) que ocasionou(aram) a neurose (lembrando aos que tem pouca vivência
com a psicanálise, que Freud considerava que todos nós somos neuróticos em
graus diversos). Já na segunda fase, o terapeuta deve lançar mão das técnicas e
métodos que entende possa resolver a demanda do quadro clínico.
Dentre as questões que carregam relevância na
formação e desenvolvimento das neuroses, uma se sobressai: o passado não
elaborado, as questões da infância não ressignificadas. Nesse contexto, creio ser
a efetivação da “Paz com o Passado” a pedra angular em todo trabalho terapêutico.
Qualquer método ou técnica que desconsidere
essa máxima corre o risco de ser efêmero ou oferecer poucos resultados, posto
que o Inconsciente em ebulição está sempre pronto a inquietar o Consciente.
Assim, como um dia já afirmou Jung: “até você se tornar Consciente, o
Inconsciente irá dirigir a sua vida e você vai chamá-lo de destino”.
José Anastácio de Sousa Aguiar
Psicanalista, hipnoterapeuta e terapeuta de vidas passadas
terça-feira, 10 de abril de 2018
quinta-feira, 8 de março de 2018
segunda-feira, 5 de março de 2018
domingo, 4 de março de 2018
segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
domingo, 14 de janeiro de 2018
sábado, 6 de janeiro de 2018
domingo, 17 de dezembro de 2017
sexta-feira, 1 de dezembro de 2017
domingo, 19 de novembro de 2017
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
quinta-feira, 5 de outubro de 2017
domingo, 10 de setembro de 2017
sábado, 15 de julho de 2017
domingo, 30 de abril de 2017
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