Este blog destina-se àqueles que tem interesse em questões ligadas à espiritualidade, à evolução integral e estão sempre em busca do conhecimento.
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sábado, 22 de agosto de 2020
sexta-feira, 17 de abril de 2020
quarta-feira, 15 de janeiro de 2020
domingo, 15 de dezembro de 2019
Sobre Freud, Ivan Nagy, Bert Hellinger e Nêmesis; ou Cuidado com o desejo vão, pode ser o começo do fim; ou ainda A conta chega, mais cedo ou mais tarde, para todo mundo
Sigmund Freud nos conta em um dos seus livros que,
certa feita, recebeu em seu consultório uma paciente altiva e bem vestida, que
pela sua postura e educação, deveria pertencer às altas classes da sociedade.
Ela disse que o procurara para relatar que havia tido
uma amiga de infância de poucas posses que um dia lhe informara que iria se casar
com um homem maravilhoso que ela muito amava e sentia-se muito feliz com ele.
Combinaram as duas um encontro com o rapaz para que lhe fosse apresentado o
noivo da amiga. Quando do encontro, ela apaixonou-se pelo prometido em
casamento e decidira que iria matar a outrora amiga para se casar com o moço. E
assim o fez. Pouco tempo depois, envenenou a amiga e desposou seu ex-noivo.
O casal teve uma filha e os anos se passaram. Quando a
filha já era adolescente, a conta dos seus atos vis chegou. O marido faleceu
repentinamente, a filha que nunca havia se dado bem com ela viajou para outro
continente e nunca voltou. Restava-lhe ainda o apego aos seus cavalos, que
sempre foi sua grande paixão, juntamente com os seus belos cães. Pois bem,
semanas após o falecimento do marido, seus cavalos tornaram-se arredios a sua
presença, impedindo-a de montar-lhes e, também, os seus cães vieram a falecer
de forma súbita. Ela complementou que tudo o que ela sempre amara já não mais
existia. Após descrever sua história, despediu-se, informando a Freud que ele
jamais a veria novamente, o que levou o velho terapeuta a concluir que ela iria
suicidar-se.
Essa questão da Justiça nos sistemas trazida por
Freud, tornou-se pedra angular na composição teórica de determinadas linhas de pensamento
terapêutico, como o caso de Ivan Boszormenti-Nagy, que colocava a Justiça ao
lado da Equidade e Lealdade como preceitos básicos no que ficou conhecido como o
Processo Transgeracional. Posteriormente, Bert Hellinger adota tais conceitos e
os incorpora às suas Constelações Familiares Sistêmicas.
Tal evento, lembra-me o mito de Nêmesis, deusa grega,
que está encarregada de castigar os atos daqueles que se elevam acima de sua
condição, tanto no bem quanto no mal, e infringir a devida represália para que
não seja subvertida a ordem do mundo e pôr em perigo, assim, o equilíbrio
universal.
quarta-feira, 24 de abril de 2019
terça-feira, 19 de março de 2019
quinta-feira, 14 de março de 2019
quarta-feira, 1 de agosto de 2018
quarta-feira, 11 de julho de 2018
quarta-feira, 4 de julho de 2018
segunda-feira, 18 de junho de 2018
Sombra, aliada ou inimiga, é você quem decide! ou Função reguladora dos contrários
Invariavelmente, surge na clínica psicanalista o assunto Sombra. Dentre os vários mal entendidos que permeiam a temática, destaca-se a noção de que ela tem que ser reprimida, evitada, escondida ou até mesmo anulada. Pois bem, este equívoco só potencializa as neuroses do paciente, senão vejamos.
É na Sombra que reside o potencial a ser desenvolvido pelo indivíduo. É ela quem faz o par oposto com a Persona e a evolução emocional de cada um de nós passa pela sua integralização à psique por meio do processo compensatório.
Imaginemos um caso de alguém que tenha um grave problema de baixa auto estima, gerando um complexo de inferioridade. Seu mundo interno está carente e vulnerável. Para que ele/ela possa atingir o equilíbrio das energias psíquicas, tenderá a realizar no mundo externo atos que compensem a sua dor interna. Esses atos tendem a ser comportamentos que maximizem (no mundo externo) o que lhe falta no mundo interno. Assim, quando inconsciente das suas atitudes, terá grandes chances de se dedicar ao apego, afetação, vaidade e controle, circunstâncias que criarão um ambiente artificial compensatório da sua aflição (interna), gerando uma falsa sensação de bem-estar, que será tão fugaz quanto maior for a sua agonia interior.
O sofrimento, oriundo da negação da Sombra, ao mesmo tempo que esfolia, consume, desgasta e suga a pessoa, dá a ela o azimute a ser seguido para a cura. Ele perdurará o tempo necessário ao indivíduo tomar consciência da sua Sombra, aceitá-la e integralizá-la à psique. Por óbvio, na prática, este não é um processo simples, mas necessário e fundamental para o resgate da saúde mental.
Destaco, por pertinência, as sábias palavras do grande pensador e amigo Cláudio Guterres: "No Sublime encontra a paz e a harmonia, que só não são perfeitas porque precisam ser trabalhadas na forma de espargimento de seus efeitos a iluminar os muitos grotões mal iluminados; então, volta-se ao grotesco, mas que quando lá chega, obscurecido(a) com o propósito inicial ao adentrar em densidade tão opaca, busca o equilíbrio que apenas o Sublime possibilita; então, surge a magia da criação do pensamento elevado, imortalizado em gotas decisivas de tintas nos papiros da vida."
José Anastácio de Sousa Aguiar
Psicanalista, hipnoterapeuta e terapeuta de vidas passadas
É na Sombra que reside o potencial a ser desenvolvido pelo indivíduo. É ela quem faz o par oposto com a Persona e a evolução emocional de cada um de nós passa pela sua integralização à psique por meio do processo compensatório.
Imaginemos um caso de alguém que tenha um grave problema de baixa auto estima, gerando um complexo de inferioridade. Seu mundo interno está carente e vulnerável. Para que ele/ela possa atingir o equilíbrio das energias psíquicas, tenderá a realizar no mundo externo atos que compensem a sua dor interna. Esses atos tendem a ser comportamentos que maximizem (no mundo externo) o que lhe falta no mundo interno. Assim, quando inconsciente das suas atitudes, terá grandes chances de se dedicar ao apego, afetação, vaidade e controle, circunstâncias que criarão um ambiente artificial compensatório da sua aflição (interna), gerando uma falsa sensação de bem-estar, que será tão fugaz quanto maior for a sua agonia interior.
O sofrimento, oriundo da negação da Sombra, ao mesmo tempo que esfolia, consume, desgasta e suga a pessoa, dá a ela o azimute a ser seguido para a cura. Ele perdurará o tempo necessário ao indivíduo tomar consciência da sua Sombra, aceitá-la e integralizá-la à psique. Por óbvio, na prática, este não é um processo simples, mas necessário e fundamental para o resgate da saúde mental.
Destaco, por pertinência, as sábias palavras do grande pensador e amigo Cláudio Guterres: "No Sublime encontra a paz e a harmonia, que só não são perfeitas porque precisam ser trabalhadas na forma de espargimento de seus efeitos a iluminar os muitos grotões mal iluminados; então, volta-se ao grotesco, mas que quando lá chega, obscurecido(a) com o propósito inicial ao adentrar em densidade tão opaca, busca o equilíbrio que apenas o Sublime possibilita; então, surge a magia da criação do pensamento elevado, imortalizado em gotas decisivas de tintas nos papiros da vida."
José Anastácio de Sousa Aguiar
Psicanalista, hipnoterapeuta e terapeuta de vidas passadas
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domingo, 10 de junho de 2018
domingo, 20 de maio de 2018
Toc, o que é, para que serve e como tratar? ou Só quem sofre sabe o que é
Tenho recebido recentemente um número considerável de pacientes com demandas relacionadas ao TOC. Diante do crescente número de casos e com o fito de levar algumas informações a quem sofre ou conhece alguém que sofre da doença, escrevo essas poucas linhas.
Pois bem, TOC ou Transtorno Obsessivo Compulsivo é um desequilíbrio da psique muito estudado, mas nem sempre bem compreendido. Como o próprio nome antecipa é a combinação de obsessão, pensamentos involuntários e indesejados que invadem a consciência; e compulsão, atos decorrentes das obsessões.
Imperioso ressaltar o grande sofrimento que acomete o paciente, em razão das ansiedades, medos, receio da não-aceitação e exclusão de grupos sociais, somatizações, etc. Cumpre lembrar que sofre não só o indivíduo, mas todo o seu núcleo familiar, que, na maioria dos casos, não entende ou considera “frescura” os sintomas, levando em muitos casos ao total desequilíbrio da família.
Em que pese a vasta literatura sobre o tema, ainda não foi possível identificar com clareza suas causas e cura, entretanto observo na clínica que é possível inferir que em vários casos ocorrem a partir de um evento traumático. Por outro lado, em uma amostragem considerável, não foi possível observar um evento único catalisador dos sintomas.
Observo que os sintomas são vários: manias de limpeza, organização, repetição, confirmação, acumulação, dentre outros. A energia psíquica do indivíduo é consumida por um conflito mental interno que tende a minar parte da energia do paciente, levando, em alguns casos, a uma completa imobilização. Em outras palavras, procedimentos que em outras pessoas são executados de forma (quase) automática, como lavar as mãos, fechar uma porta, etc, nas pessoas que padecem da enfermidade muita energia é destinada para executar essas tarefas cotidianas.
No contexto da Psicologia Analítica de Jung, o Ego é o centro da consciência, responsável pela execução das tarefas do indivíduo e que em tese é o responsável pela administração e saúde da psique, tendo para tal a liberdade e a autonomia de gerenciar todo o processo psíquico. Pois bem, em indivíduos acometidos pelo TOC essa liberdade e autonomia do Ego são consideravelmente reduzidas, obrigando-o a despender uma vasta parte de seu tempo e energia para administrar a ansiedade e inquietações oriundas do TOC.
Tenho visto também que um considerável número de pacientes desse universo tem uma personalidade forte e tem especial apreço pelo controle. Parece-me que em algum momento da evolução e estruturação da psique, essa necessidade de controle volta-se contra o próprio indivíduo, tornando o controlador, controlado.
Apostar no reequilíbrio da energia psíquica do indivíduo é o cerne do tratamento clínico que utilizo, bem verdade, que essa retomada da harmonização da psique deve ser avaliada caso a caso.
José Anastácio de Sousa Aguiar
Psicanalista, hipnoterapeuta e Terapeuta de Vidas Passadas
sexta-feira, 27 de abril de 2018
segunda-feira, 26 de março de 2018
terça-feira, 26 de dezembro de 2017
domingo, 5 de novembro de 2017
quarta-feira, 1 de novembro de 2017
terça-feira, 18 de julho de 2017
domingo, 4 de junho de 2017
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