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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Santa Marta e o Dragão, ou E você, como lida com as suas Sombras?


Conta a lenda, que os irmãos Marta, Maria e Lázaro tiveram que fugir da Judeia após a morte de Jesus, em razão da primeira perseguição aos seguidores de Cristo.

Teriam fugido de barco e aportado na costa da França. Por lá, pregavam a fé cristã. Certa feita, os habitantes da cidade de Tarascon pediram à Marta que os ajudassem contra um dragão que aterrorizava a população. Marta adentrou na floresta e lá encontrou o dragão que devorava um homem. Na presença do violento animal, aspergiu algumas gotas de água benta, atou-o com o seu próprio cinto e o levou à cidade como se fosse um dócil cordeiro. Atônito, o povo atacou o dragão com paus e pedras e o matou.
A fascinante lenda de Santa Marta traz uma clara alusão à psique humana. O dragão é facilmente identificável com as sombras que habitam o Inconsciente (representado pela floresta) de todos nós, simbolizando nossos medos, culpas, angústias, incertezas etc. A consciência, em equilíbrio, é representada por Santa Marta, que de posse da água benta (qualidades do espírito, tais como: Respeito, Sinceridade, Gentileza e Serviço, como diria Lao-Tsé) facilmente domina as pulsões instintuais e as coloca a serviço da Consciência. O populacho, por sua vez, parece referir-se aos impulsos do ego, que movido pelo medo e desconhecimento, usa a força bruta para destruir o que ignora.
A temática acima referida foi amplamente estudada e teorizada por Carl G. Jung, o pai da Psicologia Analítica, o qual indico a leitura de suas obras.
E você, como lida com o seu Dragão?
Anastácio Aguiar
Psicanalista, hipnoterapeuta e constelador familiar sistêmico

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

As Aventuras de Sri Prem Tata - Episódio 5 - A dor de cada um ou Comece a curar o mundo, curando a si mesmo


Após ter reencontrado seus velhos amigos, Sri Buddu Amurti, Lama Tahju e Swami Elisol, Tata e seu discípulo retornaram às suas terras, onde Tata era tido como uma figura que gozava de grande respeitabilidade e possuidor de elevada sabedoria. Ao aproximarem-se da entrada do reino, uma pequena multidão veio ao seu encontro. O grupo aguardava ansioso o retorno do mestre ao reinado no intuito de encarregá-lo de liderá-los até a capital do reino para protestarem em busca das reformas sociais que almejavam e caso não fossem atendidas suas demandas, pressionavam pela promoção de uma revolta.
Após ouvir atentamente as alegações, por vezes exaltadas, de vários componentes do grupo, Tata disse que estava disposto, em razão das justificadas argumentações e legítimas demandas, a ir até as últimas consequências com a entusiasmada turba, desde que eles se comprometessem a responder com plena sinceridade alguns questionamentos.
Ao ouvir as palavras de Tata e sabedor que Tata tinha o dom de identificar quando alguém era insincero, antes mesmo do guru fazer a primeira indagação, a maior parte do grupo foi saindo, aos poucos. Da pequena multidão inicial, só restou um punhado de pessoas, dentre as quais não havia nenhum exaltado.
Com o pequeno grupo, Tata deu início a um simples exercício de regressão, no qual cada um conseguiu identificar as questões mal resolvidas com a maternidade e/ou a paternidade. Após a referida ascese, Tata orientou cada um a retornar a seus lares e resolver as suas pendências primordiais por meio do perdão, da aceitação e da não-resistência, e afirmou que antes de tentar curar o mundo, as pessoas devem curar a si mesmas.
Para o discípulo, aquele havia sido um dia de inesperados aprendizados. Após a última pessoa, alegremente, partir, o fiel escudeiro dirigiu-se ao mestre e disse o quão maravilhoso havia sido aquele dia e indagou se seria possível o guru fazer uma explanação dos processos inconscientes envolvidos no episódio, ao que Tata respondeu: “A psique humana é composta dos condicionamentos oriundos dos ancestrais e também das estruturas vivenciadas durante a vida. Neste segundo componente (adquirido), tem especial relevância os eventos ocorridos na infância, e em especial a relação com a maternidade e com a paternidade. Todas as demandas dos adultos são frutos das insatisfações e das dores da criança interna. Assim, toda cura emocional, e por consequência a saúde mental, passa pela sincera disposição do indivíduo em evoluir e se autoconhecer.” Perguntou, ainda, o curioso companheiro de viagem: “Por que as pessoas que saíram no início não quiseram se submeter à sinceridade?” Ao que Tata respondeu: “Para muitos, a dor é a melhor amiga.”
*desenho de Jailson Arquino

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Sinceridade - Mahatma Gandhi

"Assim como uma gota de veneno compromete um balde inteiro, também a mentira, por menor que seja, estraga toda a nossa vida."
Mahatma Gandhi

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Sinceridade - Osho


"Seja sincero em sua busca, faça tudo por ela. Ela é a sede de conhecer o original através do reflexo que o torna digno do acidente final: a Iluminação."
Osho