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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Santa Marta e o Dragão, ou E você, como lida com as suas Sombras?


Conta a lenda, que os irmãos Marta, Maria e Lázaro tiveram que fugir da Judeia após a morte de Jesus, em razão da primeira perseguição aos seguidores de Cristo.

Teriam fugido de barco e aportado na costa da França. Por lá, pregavam a fé cristã. Certa feita, os habitantes da cidade de Tarascon pediram à Marta que os ajudassem contra um dragão que aterrorizava a população. Marta adentrou na floresta e lá encontrou o dragão que devorava um homem. Na presença do violento animal, aspergiu algumas gotas de água benta, atou-o com o seu próprio cinto e o levou à cidade como se fosse um dócil cordeiro. Atônito, o povo atacou o dragão com paus e pedras e o matou.
A fascinante lenda de Santa Marta traz uma clara alusão à psique humana. O dragão é facilmente identificável com as sombras que habitam o Inconsciente (representado pela floresta) de todos nós, simbolizando nossos medos, culpas, angústias, incertezas etc. A consciência, em equilíbrio, é representada por Santa Marta, que de posse da água benta (qualidades do espírito, tais como: Respeito, Sinceridade, Gentileza e Serviço, como diria Lao-Tsé) facilmente domina as pulsões instintuais e as coloca a serviço da Consciência. O populacho, por sua vez, parece referir-se aos impulsos do ego, que movido pelo medo e desconhecimento, usa a força bruta para destruir o que ignora.
A temática acima referida foi amplamente estudada e teorizada por Carl G. Jung, o pai da Psicologia Analítica, o qual indico a leitura de suas obras.
E você, como lida com o seu Dragão?
Anastácio Aguiar
Psicanalista, hipnoterapeuta e constelador familiar sistêmico

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Sri Prem Tata, a jornada de cada um; ou Só a Consciência percebe a Unidade




Sri Prem Tata dedicara-se por um longo período à meditação e ascese. Enquanto o mestre explorava seu mundo interior, o fiel escudeiro encarregava-se das questões mundanas do seu mestre.
Ao retornar, o mestre é indagado por um discípulo:
_ Mestre, por que nos sentimos tão sós e abandonados e por mais que procuremos não conseguimos encontrar no mundo os propósitos da Divindade, tendo em vista que há tanta pobreza, dor e sofrimento. Que Deus abandonaria seus filhos à própria sorte num mundo regido pelas leis da matéria?
Tata pacientemente pediu para o discípulo lhe acompanhar na caminhada e afirmou:
_ Nós somente vemos o que estamos preparados para ver. A falsa sensação de separação da Fonte é a gênese de toda a miopia da humanidade. A sensação de desconexão traz o medo, a culpa e a dor. Somente a busca sincera da autocompreensão nos permite tomar consciência da nossa real natureza. O exercício diário do perdão, amor e respeito a todas as criaturas é que fará o iniciado transformar-se naquilo que ele sempre foi, uma autêntica manifestação da Fonte.