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domingo, 23 de outubro de 2016

Desconfio... - José Anastácio de Sousa Aguiar



DESCONFIO...
Há algum tempo tenho desconfiado de umas coisas e gostaria de compartilhar com vocês por meio deste breve texto.
Como a maioria das pessoas, ensinaram-me a viver pelas coisas óbvias e racionais, mas desconfio que tem muito mais na vida. Desconfio que sempre é possível ser e sentir-se mais próximo da Divindade.
Esta desconfiança parece não ser só minha... Mesmo Freud, um racional por excelência, também desconfiava, quando no seu livro “O Mal-estar na Civilização”, ele falava do “Sentimento Oceânico” (ou “Sensação de Eternidade”). É bem verdade que ele assumiu nunca ter sentido, mas desconfiava que existia. Um bom número de grandes pensadores parece que não desconfia(va), eles já sabem(iam), dentre eles posso citar Buda, Eckhart Tolle, Wayne Dyer e Oberom, que existe algo que pode ser atingido para além dos prazeres mundanos das tarefas cotidianas. Como citado, Freud chamava essa sensação de “Sentimento Oceânico”, já Buda, denominava a “Iluminação”; Eckhart Tolle, “O Poder do Agora”; Wayne Dyer, o “Momento Quântico” e Oberom, a “Consciência Prânica”. Em verdade, como diria São João da Cruz, nenhum termo ou palavra humana seria suficientemente adequada para definir a experiência espiritual da Transcendência.
Desconfio também que o meio mais eficaz de atingir tal estado passa por uma série de pequenas realizações pessoais, como por exemplo não julgar, sentir-se parte do Todo, tratar a todos como gostaria de ser tratado, aperfeiçoar-se no perdão, aceitação, não-resistência e gratidão e abraçar mais...
Pois bem, continuo desconfiando que podemos e somos muito mais do que cremos ser. Se você já sentiu algo semelhante e quiser compartilhar conosco, deixe o seu comentário e seja bem-vindo(a). Gratidão, namastê.
José Anastácio de Sousa Aguiar

sábado, 11 de janeiro de 2014

Citação - Wayne Dyer




"Vivemos num mundo que endossa a raiva e a vingança. É um mundo onde as pessoas estão quase sempre em guerra de um jeito ou de outro.
Culpar outros pelas condições de sua vida apenas alimenta a raiva. Nunca sentirmos raiva será tão improvável para nós quanto nunca existirem nuvens no céu. O problema ocorre quando nos apegamos a isso deliberada ou irremediavelmente, e descobrimos que possuímos culpa, vingança e julgamento, dos quais somos incapazes de nos liberar, ou não desejamos isso.
Recomendo ser brando consigo mesmo e amar a si mesmo independente do modo como as outras pessoas regem no universo. Tente não ser ligado a nenhuma crença de que os outros não deveriam ser o que são e, ao contrário, compreenda que eles estão em seu próprio caminho, e que sua opinião a respeito deles não tem nada a ver com o modo como se comportam. Encha-se de amor até mesmo em relação àqueles que lhe causariam mal, que é o que todos os líderes espirituais disseram, e veja se ainda sente raiva e desejo de vingança. Isso só é difícil se você estiver ligado a que o mundo seja diferente do que é. Se puder aceitar até mesmo aquilo que não deseja e enviar amor quando antes enviava ódio, não precisará mais ter pensamentos de raiva. Não precisará mais "ajustar contas". Ao contrário, será incapaz de se apegar à raiva ou de se imobilizar com tais pensamentos.
Quando ensina si mesmo a ter pensamentos harmoniosos, em vez dos que exprimem discórdia e dissensão, verá que a raiva é uma opção que você já não mais escolhe. Quando pára de culpar e assume a responsabilidade por todo o seu mundo interior, a raiva também se dissipa. Quando você, por fim, mandar completamente a raiva embora, não terá mais sua vida distorcida pela necessidade de vingança. Não optará por passar o controle de sua vida àqueles que no seu entender o prejudicaram. Você encontrará um sentido de paz através do seu ato de perdoar e continuará no caminho da iluminação".
Wayne Dyer, no livro - "Crer para ver"