sábado, 30 de novembro de 2013

Artigo - Curar Dormindo?



Atendi a uma senhora que um dia me disse: “Eu tenho uma filha de dez anos que faz uma confusão para tomar banho. Já não sei o que fazer.” A partir de meus estudos sobre a mente humana, sugeri-a passar a conversar com esta filha dormindo. Uma conversa amável, carinhosa e muito confiante, dizendo-lhe: “Filha, eu te amo. Você é linda e inteligente. Pois olhe, a partir de agora, quando você tomar banho e perfumar-se, você vai ficar muito mais bonita e as pessoas vão gostar mais de você. Você mesma vai sentir-se mais feliz.E a mamãe vai ficar alegre ao vê-la bonita e perfumada.” Sugeri, ainda, a essa mãe que repetisse esta conversa, até ver o resultado. Na semana seguinte, a mãe volta à terapia e diz: “Estou feliz com a mudança da minha filha. Conversei com ela, conforme você me orientou. Um dia, entrei no quarto onde ela estava, olhou-me com amor e disse: ‘Mãe, dá licença!’ Pediu-me para sair, fechou o quarto, tomou banho, arrumou-se, saiu sorrindo e disse: ‘Olhe mãe, um presente para a senhora’. E continua se banhando com amor.
A partir de então, orientei outras pessoas a fazerem o mesmo com filhos, esposo, esposa, netos, amigos, etc., revertendo amorosamente traumas dessas pessoas, conversando com elas dormindo. Os retornos foram excelentes. Tem havido verdadeiras curas. Uma senhora disse-me: “Meu esposa deixou de beber e fumar, eu conversando com ele dormindo.” Uma mãe: “Meu filho está aprendendo com mais facilidade”. Uma avó: “Meu neto, que resistia comer, disse: “Vovó, eu como e fico forte!”
A pergunta evidente: como e por que isso é possível? É que, quando dormimos, a mente consciente para suas atividades: de pensar e analisar a realidade. Repousa, não registra nada. Enquanto a mente inconsciente, ao contrário, não para nem dorme. Está em vigília (da fecundação à morte), e recebe, sente, registra e acolhe tudo o que alguém lhe fala durante o sono. E ao acolher, executa. Pré-requisito fundamental para que haja acolhida desta fala: existir amor e sintonia entre quem fala e quem escuta a conversa. 
Diante das experiências, fundamentei as razões desta técnica, denominada Psicoterapia no Sono, um gesto de amor. E gravei um DVD, onde explicito o passo a passo desta fantástica técnica de cura durante o sono de alguém que você ama. Conheça, pratique, alegre-se com os resultados!
Luciano Sampaio
Psicanalista e hipnólogo




Escravidão - Pitágoras

"Só és senhor daquilo que podes dispensar. Do que não podes, és escravo.”
Pitágoras

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Dica de Livro n.º 6 - Zanoni - Edward Bulwer-Lytton



O livro “Zanoni”, escrito por Edward Bulwer-Lytton, é um clássico do século XIX, que até hoje faz sucesso. Ambientado no período da Revolução Francesa, conta a estória do Conde Zanoni, um homem imortal e com elevado grau de consciência moral, que se apaixona pela cantora de ópera Viola Pisani e em razão desse amor enfrenta os obstáculos que lhe são postos.

Certezas - Fernando Sabino

"De tudo ficam três coisas:
A certeza de que estamos sempre começando,
A certeza de que é preciso continuar
E a certeza de que podemos ser interrompidos antes de terminarmos.
Devemos fazer da interrupção um caminho novo,
Da queda uma dança,
Do medo uma escada,
Do sonho uma ponte,
Da procura um encontro
.”
Fernando Sabino

sábado, 23 de novembro de 2013

Crônica - O vigia, o celular e a Bia - José Anastácio de Sousa Aguiar



Certa feita, ao caminhar pelo condomínio no qual moro com a Bia, a nossa cadela da raça labrador, à noite, encontrei o vigia. Como de praxe, parei para conversar e ele me falou que havia comprado recentemente um mega-super-hiper-extra celular no valor de dois mil reais (ele ganha mil por mês). Falei sobre o meu celular, daqueles modelos antigos que além do fato de ser telefone (acho que foi para isso que o comprei), só dispunha como recurso extra, uma pequena lanterna.
Pois bem, algum tempo depois, percorrendo o mesmo trecho com a nossa fiel companheira de caminhada, encontrei com o citado vigia, desta feita tentando consertar, em um local sem luz, uma caixa de registro. Aproximei-me e perguntei por que ele não usava o mega-super-hiper-extra celular para iluminar a citada caixa. Ele me falou que o aparelho dele havia apresentado defeito e estava consertando. Prontamente ofereci o meu celular, que se mostrou eficaz no auxílio do conserto.
Voltei para a casa naquela noite explicando para a Bia os perigos do consumismo sem limites. Acho que ela entendeu, pois me olhava com aquele olhar terno e amável que tenho dificuldade de encontrar nos humanos.
José Anastácio de Sousa Aguiar

Inovar - Luis Fernando Veríssimo

"Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.”
Luis Fernando Veríssimo

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Liberdade - Fernando Pessoa

"A liberdade é a possibilidade do isolamento. Se te é impossível viver só, nasceste escravo.”
Fernando Pessoa

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

domingo, 17 de novembro de 2013

Caráter - Voltaire

"Devemos avaliar um homem mais pelas suas perguntas do que pelas respostas.”
Voltaire

sábado, 16 de novembro de 2013

Crônica - O que você cimentou hoje? José Anastácio de Sousa Aguiar




Certa feita encontrei um conhecido que acabara de comprar uma casa nova. Ele ainda estava morando em seu apartamento, mas já fazia planos para o novo lar. Enaltecia as vantagens de sua nova morada, dentre elas o ambiente mais espaçoso que ele teria com a família em uma casa de 700 metros quadrados de terreno e com 400 de área construída. Ou seja, restavam 300 metros quadrados para o jardim.
Apaixonado por um belo jardim que sou, indaguei o que pretendia fazer com todo esse terreno. Ele me falou que, na verdade, parte do terreno era “tomado” pela piscina, e que ele planejava aterrá-la e com o restante, que era uma área verde com algumas plantas, ele tencionava cimentá-la.
Justificou tal desiderato afirmando que ambos, piscina e jardim, eram muito trabalhosos e iria consumir muito do seu tempo, que ele pretendia passar assistindo filmes na televisão. Argumentou ainda que das árvores caiam muitas folhas, que ele certamente teria que juntá-las e que a grama necessitava regar todo dia e ele certamente não perderia seu tempo em uma atividade tão banal.
Pois bem, desconheço se o meu conhecido realizou seus planos, mas se assim o fez, ele certamente esquece que para que possamos ter satisfação e alegria, necessariamente teremos que ter algum tipo de esforço. Aquele que pretende passar por esta existência cimentando o seu dia a dia, certamente não desfrutará dos pequenos prazeres da vida. Como asseverava Saint Exupery: “Foi o tempo que dedicaste a tua rosa, que a tornou única para você.”
José Anastácio de Sousa Aguiar