segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Dica de Música Internacional n.º 14 - Baby Can I Hold You - Tracy Chapman

Realidade - Huberto Rohden

"A realidade é absoluta e infinita, mas o contato com essa realidade, que chamamos conhecer, é sempre relativo. Daí, a insensatez que há em querer estabelecer regras absolutas e dogmas imutáveis, no terreno religioso ou político, para todos os tempos e todos os homens."
Huberto Rohden

domingo, 29 de dezembro de 2013

Amor - Osho

"O amor não é uma relação entre duas pessoas, é um estado de espírito dentro de si mesmo."
Osho

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Colheita - Pitágoras

"Enquanto o homem continuar a ser destruidor impiedoso dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerá saúde nem a paz. Enquanto os homens massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher alegria e amor."
Pitágoras

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Apólogo de Natal - Retalhos de Sentimentos - Cristiane Caracas



Era Natal, chegava ao orfanato Santa Cecília um baú vermelho contendo alguns brinquedos, brinquedos esquecidos, empoeirados e encardidos pelo tempo que ao se descortinar revela aquilo a que nos predestinamos.
Aqueles brinquedos haviam sido úteis. Serviram a uma criança rica e alegre que um dia se divertiu com eles. Um  deles se destacava: uma boneca de vestido de fita azul, cabelos vermelhos e olhos enormes que de tão grandes pareciam enxergar o mundo inteiro.
E foi nesse dia que Adrielle, uma criança do orfanato, linda, magrinha, cabelos cacheados, sorriso que sozinho era capaz de iluminar tudo ao seu redor, chegou de mansinho defronte ao baú e foi retirando os brinquedos de forma ansiosa, como se adivinhasse que no fundo daquele baú encontraria a sua boneca.
 Adrielle ao colocar os olhos na boneca sentiu como se ela tivesse encontrado uma metade sua perdida, um pedaço seu esquecido em algum lugar e que agora ao reencontrá-lo podia finalmente se sentir completa.
E foi assim que não existia Adrielle sem a boneca e nem a boneca sem Adrielle. Estreitaram de tal forma a relação que a boneca de olhos grandes passou a enxergar com os olhos da criança órfã. E como isso foi possível? É que aquela boneca, assim como Adrielle, conhecia bem a involuntária intimidade com a solidão do abandono.
Batizaram-na de Liz e Liz vivia assim entre as crianças do orfanato, por vezes jogada em um canto qualquer, mas nunca esquecida. Liz via tudo, ouvia tudo e com o passar do tempo e nessa simbiose de vidas pode também sentir tudo.
Liz sentiu que aquelas crianças tinham medo, um medo que se tornava ainda pior por ser desconhecido, apavorante pelo vazio do colo de mãe.
Eram noites intermináveis, solitárias, frias de sentimentos, de aconchego e de carinho, com porquês atormentantes do passado e talvez incertos do futuro. Acalantos negados, cantigas de ninar não ouvidas e o gosto amargo na boca do leite que azedou no seio.
Depender da caridade e do amor alheio era o castigo imposto àquelas crianças, como numa colcha de retalhos onde se costuram sobras de tempo, amores emprestados, carinhos divididos e sonhos não vividos. Liz assistia a tudo em silêncio, por respeito àqueles coraçõezinhos que cedo, ainda no ventre, foram machucados por aqueles que não souberam amar.
Tinha a sensação de que aquelas crianças sentiam saudades daquilo que não viveram, como se fosse possível viver vidas em outras vidas, em um paralelo frustrante daquilo que devia ter sido e aquilo que é.
O Natal se foi e Liz e as crianças tiveram que aprender, com o menino Jesus, a amar sem julgar, compreendendo que os seres possuem razões e culpas próprias que nem uma existência inteira vivida é tempo suficiente para se perdoar. Suas sentenças são proferidas por elas mesmas e, por isso, não ousam fugir à verdade. A pena é a inesquecível consciência dos atos que como correntes inquebráveis ferem os pulsos, mas latejam n’alma.
Fortaleza/CE, 24 de dezembro de 2013.
Cristiane Caracas

Dica de Vídeo n.º 43 - Mysteries of the Bible - Jesus Holy Child

Liberdade - Pitágoras

"Enquanto as leis forem necessárias, os homens não estarão capacitados para a liberdade."
Pitágoras

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Prudência - Pitágoras

"Antes de fazer alguma coisa, pense; quando achar que já pode fazê-la, pense novamente."
Pitágoras

sábado, 21 de dezembro de 2013

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Crônica - Quem realmente manda em você? José Anastácio de Sousa Aguiar



Para aqueles que já se anteciparam à leitura da crônica e responderam que é a esposa (no caso do marido), ou o marido (no caso da esposa), ou a sogra, o cachorro ou o gato, não ousarei contra argumentar.
Entretanto, há uma postura mais técnica desenvolvida por Sigmund Freud, que afirma que a psique humana pode ser dividida em duas partes: uma consciente e outra inconsciente. Segundo esse renomado médico, o consciente seria apenas uma pequena parte do nosso psiquismo, enquanto é o inconsciente o verdadeiro responsável por uma série de atividades da mente humana, como os sonhos, os chistes, os atos falhos, dentre outros.
Assim determinados comportamentos que nem a própria pessoa se reconhece nele, poderia ser explicado à luz da análise do inconsciente. O pai da psicanálise ainda acrescenta que as fobias, neuroses e psicoses têm suas raízes na nossa longínqua infância e que pelo método da psicanálise é possível chegar às causas mais remotas de nossos problemas.
Nesse contexto é possível afirmar que além da esposa ou marido, sogra, cachorro ou gato, a criança magoada em nós pode ser quem realmente manda.
José Anastácio de Sousa Aguiar




Universo - Pitágoras

"O universo é uma harmonia de contrários.
Pitágoras

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

sábado, 14 de dezembro de 2013

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Aniversário de 2 Meses do Portal

Aniversário de 2 Meses do Portal
O Portal, ao completar 2 meses de idade hoje, recebe o presente de poder contar a partir desta data com as belas fábulas da escritora e educadora Cristiane Caracas. Assim, só temos a agradecer à Cristiane pela gentileza e carinho de trazer ao público uma das facetas de seus diversos talentos. Seja bem-vinda e sucesso.
Posto o vídeo a seguir como homenagem, àqueles animais, tidos como irracionais, que muito tem a ensinar àqueles, ditos, racionais.

Fábula - Gaiolas Invisíveis - Cristiane Caracas




Rui era uma graúna que vivia entre os coqueiros de uma pequena serra lá no interior do Nordeste.
Certo dia, Rui viu uma ave diferente, tinha certeza de que nunca tinha visto antes nada parecido. Uma ave linda, branca, bico rosado e que trazia no bico um papel colorido. Rui, meio tímido e ao mesmo tempo curioso, aproximou-se e perguntou:
- Que ave é você?
- Sou uma pomba, respondeu a ave, estufando o peito de orgulho.
- Uma pomba!? exclamou Rui.
 -E o que fazem as pombas?
- Sou muito importante, não sou uma pomba qualquer. Sou uma pomba correio e minhas penas são do mais puro branco, não vês?
- E daí, disse Rui. As minhas são do mais puro preto e voam iguais às suas.
- Mas você não serve ao homem, eu sim, tenho serventia, levo e trago mensagens importantes.
Rui pensou: de fato não sirvo ao homem. Saiu cabisbaixo e convicto de sua condição de inutilidade.
Pouco tempo depois, Rui, por uma distração, deixou-se capturar por uma arapuca montada por um caçador de pássaros.
E deu-se o triste destino de Rui: ficar em uma gaiola tendo que cantar todos os dias para o homem que o aprisionou.
Foi aí que ele lembrou da pomba e pensou: agora sirvo ao homem, assim como a pomba, e nem por isso me sinto melhor que as outras aves. Gostava mesmo era de cantar e voar livremente sem me preocupar em ser útil ou não a ninguém, sendo somente o que era: uma graúna.
De novo pensou na pomba e compreendeu que ela devia ser infeliz, porque embora sem gaiola era também prisioneira da vontade do homem. Ora, que diferença agora fazia ser do mais puro branco ou do mais puro preto? Ele e a pomba eram escravos de suas utilidades.
Foi então que avistou sua amiga pomba, com mais uma mensagem no bico, pronta para servir ao homem que a aprisionava, embora ela não percebesse e ainda se orgulhasse de sua vã utilidade.
Rui, mais que depressa, perguntou:
- Por que não me libertas? Não vês que estou preso?
A pomba retrucou:
- Não te liberto porque tu só és útil preso em uma gaiola. De que servirás cantando para ninguém ouvir? Não vês que te mantendo preso presto-te um grande favor, livre tu és inútil e não passas de uma graúna qualquer, preso tu és a graúna do homem e terás o privilégio de cantar para ele.
 Rui respondeu:
- Ao contrário, de que me serve um canto lindo que não pode ser ouvido por todos que passem em minha vida e que seja a expressão da minha felicidade e não o canto oprimido pelo desejo daquele que me aprisiona porque não sabe cantar assim como eu.
A pomba, ainda relutante, abriu a gaiola do amigo com seu bico e soltou Rui que pode sentir novamente a sensação de liberdade.
- Não se deixe aprisionar por gaiolas invisíveis, disse Rui, liberte o seu pensamento e seja útil primeiro a si mesma. Somos aves e temos que viver de acordo com a nossa natureza, temos asas e se as temos é porque é da nossa natureza ser livres e voar.
Naquela hora a pomba deixou cair no chão a mensagem que trazia no bico que dizia assim: somos aquilo que pensamos ser, sonhamos ser e desejamos ser, desde que nos permitamos pensar, sonhar e desejar.
Fortaleza/CE, 13 de dezembro de 2013.
Cristiane Caracas