terça-feira, 25 de outubro de 2016

Penso, logo (não) existo! José Anastácio de Sousa Aguiar

Baseado no aforismo de Descartes: "Penso, logo existo", alguns entendem que é o pensar que caracteriza a existência.
Existem dois aspectos que podem transformar essa afirmação numa falácia. O primeiro, e mais óbvio, é que o reino mineral e objetos, tais como cadeiras, roupas, panelas, dentre outros, supostamente não pensam, e nem por isso, deixam de existir.
Outro aspecto, segundo Eckhart Tolle, citando Sartre, é que a consciência que afirma "eu sou" não é a consciência que pensa, ou seja, quando se está consciente de que se está pensando, essa consciência não faria parte do pensamento. Conclui o referido autor que "se não houvesse nada além do pensamento em nós, nem sequer saberíamos que pensamos".